A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

quarta-feira, 30 de maio de 2012

POEMA CATIVAR

 

 

 

POEMA CATIVAR

Todo o mundo a cativar
Não é remar contra a maré
Será todo o mundo amar
Assim será, assim é
Não é difícil cativar
Basta evitar tratos de polé
Sorriso permanente a desfilar
O mundo aplaude de pé
Vivamos a cativar
Nunca pactuar com banzé
Porque não cantar?
Gritar viva e olé
Viver sempre a amar
Resulta perfeito Zé!
Jamais simular
Ser firme como a estátua de D. José
Encaremos sempre o desafio de cativar
Demos exemplos de fé
Tendente a sublimar
O mar e a maré
Ajudar o mundo a serenar
Demonstrar felicidade, ainda que à ré
Cativemos sempre a rimar
O mundo aplaudirá e olé
Sigamos sempre a sufragar
Repelindo o banzé
A cativar
A cativar com amor fé

Daniel Costa


quarta-feira, 23 de maio de 2012

POEMA ISABEL

Ascensor do Lavra, que serve a Pena


 

POEMA ISABEL

Na mesma freguesia do Torel
A da Pena, em Lisboa
Viria a nascer uma Isabel
Maria Isabel Anjos
A simpática e fiel
Se deixou de morar em Lisboa
Não foi para uma Babel
Trabalha na capital
A mulher morena Isabel
Pontua num balcão dos Correios
Sempre a exibir a sua simpatia de mel
Tem a sua filha de nome Daniela
Teríamos mais um Daniel
Se tivesse nascido homem
Porém, não está nesse carrossel
Daniela terá a doçura de sua mãe
A simpática Isabel
Isabel não saberá
Com esse nome, todo o ser, será fiel
Ah!... A seu modo, o poeta
Há muito admira a simpatia de Isabel
Como há muito admira
A funcionalidade doucel
A natural proximidade
Dessa grande empresa - Babel
De agentes dos Correios
Como é a Maria Isabel
Signo Leão a fazer valer atenção
Desejo homenagear a funcionalidade sem tropel
Afastando pensar em exclusividade
 Evocando Isabel

Daniel Costa

sexta-feira, 18 de maio de 2012

POEMA SONHO MEU

  
Foto saida na revista Plateia de 18 de Março de 1967
A contar da direita, Vitoriano  Rosa (representante do Director), 
Daniel Costa e António Alcaraz, em representação da então Fábrica Gráfica,
Bertrand & Irmãos, no almoço de aniversário da Agência Portuguesa de Revistas

Meu quarto livro

SONHO MEU

Era noite escura como breu
Desencontros
Sonho meu
Foi como duma era de apogeu
Tinham imaginado o Zip Zip
No espaço quem azougado, o encarnava era eu
Todo dia subia a escadaria
Sonho meu
Votei a subir de chinela no pé
Subia ligeiro como para o céu
Agora a escadaria era moderna
O soalho ficava ao léu
Foi assim que lá caiu a chinela
Provas revistas por autor meu
Com a pressa de entregar ao Cabelo
Não sorriam: era o nome chefe de turno do tempo de Zebedeu
Salão de composição, letragem a chumbo quente
Deus do céu
Sonhei com a modernidade do tempo
Só ao chegar a casa dei por estar com o pé ao léu
Sonho estranho, sonho de retrocesso
Naturalmente, inverso, do tempo do Orfeu
Como em todos sonhos acordei e sorri feliz
Sonho meu
Deus assim o quer, que recordasse quis
Um anjo encarregará de secundar
O moderno relacionado este sonho meu

Daniel Costa