terça-feira, 2 de agosto de 2011

POEMA ESFINGE

                                                 

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POEMA ESFINGE

Embarquei no comboio da fantasia
Como se procurasse algo esfíngico
A verdadeira esfinge me surgiu um dia
Esfinge que a antiga mitologia adoptou
Na Mesopotâmia e no Egipto
Que esse mundo antigo guardou
O mistério solucionou Édipo
E a Esfinge, lançando-se num abismo se suicidou
Talvez uma lenda, de civilizações antigas
Que a cultura do mundo guardou
Como a de Olisipo, a Lisboa de hoje
Depois da saga de Tróia, num reino desconhecido entrou
Ulisses aportou ao Taghi, o já lindo Tejo de hoje
Um reino que uma mulher linda governou
Uma mulher metade serpente assessorada por cobras
Muitos pretendentes sufocar mandou
Ao chegar o esbelto Ulisses
Por ele deveras de apaixonou
Prometeu, em sua honra, fundar a cidade mais bonita do mundo
A Ulisseia decretou!...
Este sabendo das muitas tramas
Prometeu paixão, porém, com os seus homens descansou e zarpou
A rainha estava mesmo apaixonada foi atrás
Jamais o apanhou, desesperada, com seus braços sete colinas formou
Depois a Ulisseia, passando por Olisipo
Vários nomes, consoante as civilizações, por quem a governou
Já não foram lendas
A Lisboa de hoje, à fé de quem sou
Mas as mulheres esfíngicas
Continuam a existir, tentado adivinha-las, eu vou
Depois de mostrar esta linda Lisboa
Alguma haverá eu levarei ao fado, quem em mim confiou
Numa das colinas, decifrar confesso a Deus
Direi depois, de ouvir o sentimental fado, que a cidade edificou
Que persistam as bonitas lendas
Direi… o paganismo acabou!...

Daniel Costa


16 comentários:

Ma Ferreira disse...

Amigo querido Daniel.
Desculpe a minha ausencia. Ainda esta a comemorar o meu aniversário!

Linda a sua maneira de fazer poesia.
Chega a ser uma aula, de tão bem escrita.
As imagens sempre lindas e de muito bom gosto!!
Parabéns!
Bj..com carinho..
Ma Ferreira

Mariazita disse...

Daniel
Gostei particularmente deste teu poema.
Para além de muito bem "arquitectado", foca um assunto que me é muito caro - a lenda das sete colinas, que há tempos publiquei no meu «HISTÓRIAS DE ENCANTAR».
Parabéns, ficou lindíssimo!

Uma boa semana. Beijinhos

Lua Negra disse...

O dom da palavra, muitos querem ter, mais poucos possuem o talento.
Lindo poema, parabéns.
Abraços de passarinho.
Lua.

Vanuza Pantaleão disse...

Obrigada pelo convite, amigo!
Esse seu conhecimento geral e sintetizado em torno das origens de Lisboa quem teria a maestria de concretizá-lo?

VOCÊ

Sua ousadia só nos enriquece, ouse sempre, Daniel!

Valeu, amigoooooo!!!

Vanuza Pantaleão disse...

E as duas imagens escolhidas são requintadas e belas.

Quem sabe, sabe, não é verdade?[risos]

Como é bom ter amigos...

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

Fiquei extasiada com este poema maravilhoso de uma cadência sublime.
Não tenho mais palavras...simplesmente deixo a minha admiração.

Beijinho
Sonhadora

Desnuda disse...

Querido amigo Daniel,

Este é um belo poema que diz muito não só da sabedoria do poeta como na reflexão. Infelizmente. elas existem e para desgraça das mesmas.

Beijos com carinho amigo querido!

lita duarte disse...

Belo poema, Daniel.

Bjos.

Everson Russo disse...

Belo e enigmático poema meu amigo..abraços fraternos de bom dia pra ti.

Maria selma disse...

Amigo Daniel agradeço sua visita e seu comentario,
Lindo poema muito bem escrito,uma historia feito poesia....maravilhoso parabéns!
Beijo amigo.

Marcia disse...

Meu querido um encanto te ler,
vim deixar um beijo no meu amigo tão querido não te esqueço!

Milla Pereira disse...

Surreal, surpreendente, maravilhoso! Grande abraço, amigo.

Everson Russo disse...

Um dia repleto de paz e poesia pra ti meu amigo,,,abraços fraternos.

Maria selma disse...

Oi amigo Daniel,você é Destaque no Chá da tarde.Beijo amigo

MARILENE disse...

Você passeou pela história ao construir seu versos. E foi muito habilidoso. parabéns!

Bjs.

Maria disse...

Amigo Daniel sempre maravilhoso.
Bom fim de semana
Beijinhos
Maria