segunda-feira, 29 de outubro de 2012

POEMA AMOR COMO VAIS?


 

AMOR COMO VAIS?

Na imaginação um cais
Em noite de pleno luar
Escutei - olá amor como vais?
Seria eu a sonhar?
Nos velhos madrigais
Diria sonho de encantar
Entre suspiros e ais
Reinava belo luar
Olá amor – como vais
Fadas de bondade a fadar
Em enfeitados arrais
O meu anjo num bailado de encantar
Como o dos anais
Em pouco me via no ar
Amor como vais?
A saudade a flamejar
Meu ser, suspirava mais
Agora já noutra galáxia a voar
Alcançar algo, parecia jamais
Entretanto, o mar
O vulto do anjo sorriu, dessa não sais!
Na praia, uma risonha mulher me fez suar
Amor como vais?
Virei o olhar
Oh anjo, que me inebriais!
Era outro patamar
A mulher apresentava cores garridas como corais
Olhei-me a acordar
Esquecê-la? Não mais!
Então como, a linda mulher conquistar?
Amor como vais?
O anjo voltou a sorrir, com o sortilégio de ma ofertar
Olhei-a ternamente – amor como vais?
Vir foi opção, para eternamente ficar

Daniel Costa




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

POEMA AMOR OITAVADO

                                    
                                       
                                 
                                 AMOR OITAVADO

O coração motivado
Como numa oração
Amor oitavado
Amor de devoção
Eterno e regulado
De terna paixão
Desejo apaixonado
Sem queixume, de antemão
Burilado
Ciúme, não!
Bailado
Emoção!
Amor oitavado
Alvura, então!
Sonho virado
Anjo do amor, varão!
A tornar-me alado
Nova galáxia – que sensação!
Barco parado
 A mulher, a flor de jasmim, jamais ilusão!
Esperava do outro lado!
Com seu perfume, então!...
Dela já me via enamorado
Meus deuses!... Que emoção!
Amor oitavado
O amor, nova versão,
O ser amado!
Esperava-me de antemão
Para vogar comigo ao lado,
Acabava o sonho de Verão!
Dei por mim acordado
Voltei à anterior versão
Amor oitavado
O sonho não foi em vão!
Senti a sereia a meu lado
De mim tomou conta a comoção
O anjo, sorrindo, me viu deveras emocionado
Rodopiou, e me apontou, a mulher coração,
O amor que havia sonhado
O amor de devoção,
Amor oitavado!....

Daniel Costa









terça-feira, 23 de outubro de 2012

POEMA O AMOR DO MUNDO

 
O MAIOR AMOR DO MUNDO

Como é profundo!...
O amor que nasce de um olhar
Para vir a ser o maior amor do mundo
Será como o doce marulhar,
A felicidade a germinar num segundo
Tranquilidade da preia-mar
Amor maior do mundo
Seria eu a sonhar?
Amor terno e profundo
O meu anjo da guarda, me pareceu olhar,
Como se trajasse toda a alvura do mundo,
Suave e quente ondular!
 Me senti volátil num segundo
Já viajava na minha galáxia a voar
Eternidade vem sufragar, o meu amor dali oriundo
Não sei explanar
O que me pareceu o maior amor do mundo
Numa praia, vi o amor me acenar
Delicadamente em minutos, que transformaria num segundo
Onde o oceano vinha espraiar:
Ali estava o maior amor do mundo
Seria o anjo que ali me desejaria afirmar?
Naquele mundo, a parecer inóspito, belo e profundo
Chegou a noite de luar
Com o olhar de amor rotundo
Suave, devagar a pressupor talento, lento, devagar
Acordava cheio de amor profundo
Então imaginei, aquele mar a espraiar
Maior amor do mundo
Ao cimo da pedra, a mulher a acenar
Em segunda versão, ainda o ser alegre, de amor profundo
 Pareceu ainda me querer mimosear
O que viste, o maior amor do mundo!
Desejaste, imploraste, com ele vais ficar!
Com o maior amor do mundo!

Daniel Costa



 

sábado, 20 de outubro de 2012

POEMA AMOR AVASSALADOR

 

AMOR AVASSALADOR

Sem sombras de pudor
Outra dimensão seria!
Amor avassalador
Onda de sonho vivia
 Seria mesmo sonhador?
Chuva caía
Anjo protector
Velava e sorria
Amor avassalador
Tranquilizante seria,
Procurar o amor
Alado, o anjo me seduzia
Atribuía-me valor
O brio me conduzia
Cavalos alados, em labor,
Amor em primazia
Anjo de honor!...
Eis: que avistavam uma baía
Paravam e avistava o anjo do amor
Esperava por mim naquele dia
O amor avassalador
Outra galáxia! O amor reluzia
Reluzia com esplendor
Era a beleza do dia
Trocámos olhares de puro amor
Que magia!...
Que bonita mulher! Um anjo! Um louvor!
Erguer as mãos aos céus queria
Amor avassalador!
Dei por mim! Acordaria
Na linha do horizonte, o mesmo amor:
Chegara a harmonia!
Amor avassalador!

Daniel Costa








quarta-feira, 17 de outubro de 2012

POEMA SAUDADE VAI EMBORA

 

POEMA SAUDADE VAI EMBORA

Quem dera  tê-la nesta hora
A mulher por quem o meu coração bate
Saudade vai embora
Antes que cometa dislate
A verdade é que o meu coração chora
Será disparate?
Sonhava, embora!
Era o coração, a alertar-me: o problema é de quilate!
A alvura do meu anjo, me pareceu vislumbrar agora
Num verdadeiro, gostoso, embate
Alado sentia-me pelo espaço afora
Seria para um resgate?
Ao nascer e florescer da aurora!
Corcéis, já voando, sem desgaste
Saudade vai embora
 Atrelados a uma trotinete, em jeito de resgate
Pararam junto a um mundo de pedraria, sem demora
Uma bonita mulher sorridente, o contraste!
A pedraria a envolvê-la, parecia ver a boreal aurora
 Como num adornado açafate
Sem sombra de mordomia, que via por ora?
 A mesma e interessante mulher em contraste,
De braços abertos, como a dizer: vitória!
O que podia parecer um recanto medonho era uma haste
Sem saber como, me foi mostrada a glória!
Um pequeno escolho a parecer traste
Saudade vai embora
Ó mundo que viraste!
A sombra do anjo me mostrou: a vida não será ilusória
Uma mulher, a felicidade em sorriso, em contraste
Saudade vai embora!

Daniel Costa

 http://adiafalitaletia.blogspot.pt/
 
Link de DANIEL COSTA POETA ESCRITOR, o convite para ler o curriculo da minha interessante trajetória
 

Link para ler o prefácio de Severa Cabral (escritora), de SONHO EMOÇÃO E POESIA, já a editar
http://sonhoemopoesia.blogspot.pt/


domingo, 14 de outubro de 2012

POEMA AMOR DESBLOQUEADO

 

AMOR DESBLOQUEADO

Amor desbloqueado
De essência, não oco e vazio
Sempre de ideal elevado
Eternamente aceso o pavio
Amor não banalizado
Teria passado pelo frio?
Desamor impensado!
A correr menos sereno, a sentir calafrio
Na outra margem, o ser amado
Com amor límpido como a água do rio
Fogosidade ardente, limpidez sem pecado
Não havia fraqueza, nem amor vadio?
Amor desbloqueado
Um sonho a fio
Intercedeu no amor, um anjo, como enviado
Livrou-me de sentir o coração escorregadio
Num sopro, me senti motivado
No infinito já me sentia cheio de brio
Amor desbloqueado
Amor presente, amor sadio
Senti-me na galáxia, deslumbrado.
Voava como num constante desafio
Em procura do ser amado
Quando a vista do verde senti em rodopio,
Flores e uma bonita mulher, a flor do meu agrado
Amor - defini-o!
Amei-a de coração apaixonando
Tanto que senti brio!
O meu anjo não me deixou abandonado
Me fez baixar à terra, acordar sem calafrio
Não fiquei amargurado,
Despido de amor sadio!
Num lado a flor e as flores, um dado!
O florir não era vadio
Amor desbloqueado
 Foto tecida com um bonito sorriso de desafio
Amor desbloqueado, amor apaixonado!

Daniel Costa




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

POEMA SANSÃO E DALILA

 


POEMA SANSÃO E DALILA

Como seria o amor de Sibila?
A sonhar surgem pensamentos em profusão
Sanção e Dalila
Bem sei que se está na era do foguetão!
Ao mesmo tempo continua a haver pura argila
Do sonho se chegou ao protão
O meu anjo me protegia de mulheres pérfidas como Dalila
Quis-me provar, então!
Antes de ver qualquer flor bungavilia
Em retrocesso, vi como dela se livrou Sansão
Como era sensual Dalila!...
Com esse poder magistral, então!
Estava com os filisteus, os seus, da sua cidade, ou vila!
Amava o homem, colosso Sansão
Sansão e Dalila
Daquele filme foram expressão
Com o seu poder, o anjo iria mostrar a beleza a surgir da argila
 Sem alvoroço como, primeiro me mostrou, como se vence a traição
Como a pérfida Dalila!
Com a força do seu querer e poder, todo templo se esfumou, ruindo pelo chão
De seguida me vi noutra galáxia, alado a atingi-la
Uma parelha de alazões na sua galera, então!
No espaço voavam, até pararem numa gruta de argila
Que beldade! Que nova visão!...
Louco que sou, a ver tanta beleza: senti-me avaro em segui-la
Porém olhei ao lado, da sensual mulher nova versão
Sanção e Dalila
Despertei do sonho, do atraente panorama de sensação
Como por mim, dividi-la?
De novo a alvura do anjo, seu gesto de luz em ebulição!
Me apontou a fogosidade o amor, de poder segui-la
Deixava-me a força e o poder de Sansão
A marca da argila
O poder, numa nova e suave dimensão
Sansão e Dalila
Apresento a nova e graciosa versão!...

Daniel Costa












 

domingo, 7 de outubro de 2012

POEMA AMOR SURPREENDENTE

 
 

AMOR SURPREENDENTE

Não sou vidente
Serei o poeta do amor de fidelidade
De amor surpreendente
Amor difícil na modernidade
Na minha poesia sempre presente
Sempre moderno, como se fora na mocidade
Num sonho persistia recorrente
Sonhava ser a verdade
Amor surpreendente
Seria de veracidade?
Não estaria a delirar de repente?
Senti-me alado, desejo que viria da puberdade!
No espaço já evoluía, na era presente
O meu anjo influiria com acuidade
Amor surpreendente
 Na galáxia sereneia, voava com privacidade
O meu querer de nada valia, mas sentia a vertente
Uma praia deserta, via com propriedade
Apenas uma mulher bonita, só para mim evidente
Contrastando com um verde de verdade
Amor surpreendente
Oh céus! O que sempre sonhei teria ali veracidade?
Uma mulher coberta de azul celeste, uni-presente
Também só, ancorada na pedraria, cheia de humildade
Como um amor que se pressente
Meu coração rejubilou, parecia cumprir-se a minha tenacidade
O meu sonho de élan num repente:
- Terminou sublime, com nova acuidade
Apareceu-me o meu anjo reluzente,
Dizendo: na vida lutas com fé e verdade!
Amor surpreendente
Ama muito a mulher, mereces a sua lealdade
Amor surpreendente
Eis a verdade!

Daniel Costa







quinta-feira, 4 de outubro de 2012

POEMA AMOR ORGULHO E HUMILDADE




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 AMOR ORGULHO E HUMILDADE

Na minha idade
Quem tem amigos nunca está só
Amor orgulho e humildade
Três coordenadas, para que nunca suscite dó
A quatro de Outubro, deu clamor na sua cidade:
- Assis onde o seu poverelho tentou desfazer o nó
Amor orgulho e humildade
Foi mote para S. Francisco evocar o solidó
Tal como eu, preconizou um mundo de verdade
Com ele, o presépio nasceu para o mundo e oh!...
Um mundo mais plebeu, veio destronar esse símbolo de humanidade
Com a invenção materialista da árvore, um forrodó!
No dia quatro de Outubro, que o eu, poeta diz com humildade:
- Completo duas idades, olaró
Da primeira encarnação setenta e dois de idade
Vivo uma rara segunda, de doze, a que devo contar só
O filme desta aventura, de bastantes, a verdade!
Quando me senti com poder de levitação, sem pó
A seguir me parecia voar, mesmo nesta idade
Já voava num mundo sideral, num trenó
A parecer descoordenado e sem ver cidade
 Parou junto a troncos, onde uma bonita mulher estava só
No que pareceu uma eternidade
A felicidade de sabor a pão de Ló
Mais adiante e á vista um medalhão da mesma mulher anjo, de fraternidade
No mundo sideral, na outra galáxia, ó… ó
Amor orgulho e humildade
Voltei a sentir-me deslizar, rumo à terra de Jó
Para vida despertava, talvez por interferência do meu anjo de caridade
Terá sido dele a voz que escutava ao som do forró
Amor orgulho e humildade
Olha à tua esquerda: como alma boa que és, não ficas só!
Amor orgulho e humildade

Daniel Costa