domingo, 27 de janeiro de 2013

POEMA AMOR PROVOCADOR



               
                  AMOR PROVOCADOR


Ao ritmo de trovador
Em jeito de safanão
Amor provocador
Será pleno de emoção,
Sem destemor,
Amor de previsão
Farol piscando de amor
Acontecia no meu, pós serão
Arribou o destemor
Na ocasião,
Resolução de caçador
Navegador tritão
Em forma de anjo sulcador,
A me instruir de orientação
A breve trecho, era eu glorificador
Voava veloz, em hodierno balão
Parecia buscador,
De fruição de mulher atracção
Muito voei, de pacificador,
Qual varão!
Até que parei num bosque acolhedor
Bonita mulher me olhava, como se eu fosse Adão
A bela, como se fora obra de Escultor,
 Com seu traje mesclado de escuro, variação!
Explorava o contraste, como num toucador,
Como o saltitar de um pássaro tentilhão
Me sentia noutra galáxia, demarcador
O anjo me proporcionara a demarcação
Ao pensar na mulher com fervor
O sonho dera lugar a nova versão
Eis que o anjo redentor
Me entregava a mulher, que fora minha admiração
Que pacificador!
Ela me sorriu, fez subir a viração
Amor provocador,
Amor de Verão!



Daniel Costa




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

POEMA AMOR ESPECIAL



AMOR ESPECIAL


Pecado venal
Aos deuses louvor
Amor especial!
Dom de fervor
Ternura natural
Sufrágio de ardor
Candura confidencial
Terno e eterno, refulgente alvor
Amor especial
Sonho doce como licor,
Onde o olor de flor é crucial,
Entendeu o meu anjo guardador!
Me determinou um mundo espacial,
Que honor!
Ia em demanda de um amor vital
Ao meu sonho atribuiu valor
Me fez sentir excepcional
Voei com fulgor
A um acacial, junto a um areal
Que mediática brancura  de alvor!
Romântico, equatorial
Dos deuses amor!
Eu apaixonado, como ser mortal
Ali via, um sorriso, um vector!
A bonita mulher, um ser real,
De rompante o anjo encantador
Me fez acordar no mundo terreal
Como se tivesse terminado o langor
Me senti num doirado pedestal,
Escutando sussurros de anjos de tambor
Imaginando ainda a imaculada mulher no areal,
Como é bela, meu anjo protector!
Ficarás com ela, meu parsival!
A quem olhaste com amor,
Prémio de amor especial:
Amor especial!


Daniel Costa







sábado, 19 de janeiro de 2013

POEMA AMOR COROADO






AMOR COROADO

Alegria em bailado
Paixão edificante
Amor coroado
Ternura brilhante,
Em colorido festejado,
Cavaleiro andante,
Multifacetado,
Príncipe reinante
Sabor frutado
Sonho alucinante
Anjo amado,
Visitante
Discurso programado,
Tonificante,
Sonho total e gerado,
Pensamento de amante,
 No firmamento em trinado,
Voo fascinante
Em certo ponto me vejo parado,
A ver uma flor, mulher insinuante,
Beleza do meu agrado!
Amor vivificante
Duma parede pendia um quadro,
A mulher amei, sei que fulminante,
Tal o meu estado!
Do sonho acordei naquele instante
Como que alarmado
Uma voz límpida e brilhante,
Era a do anjo aclamado!
Me olhou vivificante,
Repara ao lado:
- Velei teu sonho, teu sorriso cativante,
Amor coroado!
O anjo entrou na penumbra no instante
Acariciei o amor coroado!
Fiquei, banzado!
Daniel Costa


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

POEMA QUANDO O AMOR PÁRA

 

QUANDO O AMOR PÁRA
Terei recordado a capivara
Submersa num pantanal
Quando o amor pára,
Parou num país tropical
Tomou de café, uma chícara
Pareceu de personagem original
Era num sonho, pudera!
Embora parecesse real,
Da sentimental esfera,
Senti o meu anjo, um ser sobrenatural!
Seria quimera?
Ou desarranjo mental?
Este me impelia para a estratosfera
Como dotado de dom natural!
Novo mundo, outra galáxia, pareceu nova era!
Um gozo original
Lá estavam corcéis à espera,
Atrelados a uma galera especial,
Eis que junto a uma mulher, o amor pára!
Como se fora arraial
Quando o amor pára,
Num mundo espacial!
Num veloz voo que o anjo me ofertara
Deu lugar a uma bonita mulher afinal
Deuses, como por ela me apaixonara!
Quando desperto, no mundo terreal
A minha mente avara!
De um encontro em sonho, se tornasse ideal
Do alto uma voz escutara:
- Olha, sonhaste e desejaste, nada foi virtual:
- Quando o amor pára!
A mulher que viste, viu em ti amor de beleza ritual,
Quando o amor pára.
A mulher sente, o amor reluzente, como vitral.
Quando o amor pára!!!

Daniel Costa




domingo, 13 de janeiro de 2013

POEMA AMOR FRAGMENTADO


 

AMOR FRAGMENTADO


Sentimento elevado,
Quem ama todo o mundo!
Saberá deter, um amor fragmentado
Ainda que pareça amor vagabundo,
Será acto achocolatado,
Amor fecundo!
Sonhava o poeta, motivado,
 Lhe pareceu escutar vozeirão profundo
Era a voz do anjo, meu advogado
Preconizando um voo a novo mundo
Amor fragmentado!
Em outra galáxia, o sentiria rotundo,
Retumbante, congraçado!
Bem virado para enfeitiçar num segundo
De cores e aromas matizado!
O anjo para isso me tornaria poeta fecundo
Me muniu de foguetão minimizado,
Nele voo e circundo,
Ao redor de toda a galáxia, aero transportado
A certo ponto, me confundo
O mini foguetão pareceu telecomandado,
Parava junto ao que pareceu mansão, num microssegundo
A uma sala, seria plano por deuses arquitectado?
Eis que uma bonita mulher me faz um aceno jocundo,
A mulher de sorriso rasgado,
Eu sem saber dessoutro mundo,
De imediato, me senti acordado,
A sentir, o sorrir, o pigarrear, não me confundo!
A beleza de mulher a meu lado!
Em violáceo de encantar qualquer poeta Segismundo!
Sorriso adequado
Silêncio, como clamor, de amor que tocara profundo
Amor fragmentado,
Amor de todo o mundo
Estatuto apenas meu, por isso fragmentado!
Daniel Costa

 



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

POEMA AMOR CÚMPLICE

  
AMOR CÚMPLICE



Policial, não cúmplice,
Nem perante o amor, recuaria
Amor dúplice,
Apurar a verdade era primazia
Jamais bizantinice
Seu irmão, na ourivesaria,
O meu mundo é a ourivesaria e Veronice,
Sempre este repetia
Era a sua patena, o seu o erguer do cálice,
A ele parecia que, o melhor dos mundos existia
Uma regular brejeirice!
A sua tolice, o irmão investigador, comprazia
Num ápice,
Este, a resolver o puzzle, desconfia,
Desconfia do códice,
Prender o próprio irmão - pediria
Para alimentar as futilidades de Veronice,
Assaltava, escudado na ourivesaria,
Este o meu sonho talvez bonacheirice!
A visão do anjo me acalmaria!
Me acalmaria da cabulice!
Me fazer sentir a benignidade iria
Em voo picado sem espavento, sem códice
Uma imensa galáxia, em voo percorria!
Munido da crendice,
Da que o anjo me imbuía
Livre, sem apólice
Doce visão me atribuía,
Doce mulher, de beleza singela de cachopice
Me fixava, me atraia,
Emocionado, me vi acordado, sem fanfarronice
A recordar o contrastante verde que seduzia,
Com o vestido vermelho, denguice!
De novo, o anjo pairou, me amolecia,
Amor dúplice
O seu olhar me comprazia
Amor dúplice!



Daniel Costa






segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

POEMA AMOR INTRÉPIDO



AMOR INTRÉPIDO 

Fortemente Atingido,
Ungido de felicidade,
Temos o portador do amor intrépido!
Aquele a quem tocou a verdade,
Da seta do Cupido,
Amor de inteira veracidade,
O coração ficou derretido,
Vontade amorosa, de legitimidade,
Da imagem de uma rosa cingido!
Sente o crepúsculo, anunciando jovialidade,
Dum sonho imbuído,
De amor, ternura e cordialidade,
A figura do anjo, de nota alta decidido
Me fez mergulhar no espaço, em busca da lealdade
Como numa capsula de foguetão definido,
Já voava veloz, noutra galáxia, em nova humanidade,
A cápsula, comigo penetrou, no que pareceu teatro dirimido,
Uma mulher, uma atraente gaiata a indiciar beldade
 Jovialidade, a prever que o sonho seria interrompido.
Ela era bonita na realidade,
Me fixou, rápido!
Valeu, a liberalidade,
O ser fantástico, lépido,
Como se tivesse o dom da ubiquidade,
Ao mesmo tempo, acordava céptico.
O dom do anjo me cumulou, na realidade:
- Ergui o sentido da visão, tal herético
A mulher de “t shert” preta, saia vermelha, isenta de maldade,
Amor intrépido!
Amor de outra comunidade!
Amor intrépido,
Merecimento, talvez de sagacidade! 

Daniel Costa