A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

POEMA MARIA SOLEDADE


MARIA SOLEDADE

Os deuses sem piedade
Fustigaram uma mulher bem divertida
Maria Soledade
Lá na sua cidade do Porto
Foi assim que a conheci
Na beleza daquele horto
Num tempo que não sorria
No entanto confesso que me diverti
Foram tempos menos bons
Menos bons para mim, recuperei e sorri
Para Maria de Soledade
Iniciara-se uma fase ruim
Meus deuses, deusas e Deus?
Porque a castigaram assim
Integra e bondosa foi atingida como os ateus
Por onde mora a justiça?
Oh Zeus!
Deuses fazei com que Maria Soledade
Se vá conformando
Recupere o amor à sociedade
Sorrindo e divertindo de novo
Nunca deixe de nos visitar como boa amiga
De alegria vive o povo
É necessário que Maria Soledade
Esteja sempre connosco
Nesta cristandade
Neste ambiente
Interaja neste mundo de fraternidade
Nos presenteie
Com a sua humanidade

Daniel Costa


domingo, 3 de outubro de 2010

POEMA SETENTA ANOS



A IMAGEM FOI UMA GENTIL OFERTA DA RENATA,
ETERNAMENTE AGRADECIDO
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SETENTA ANOS

Não vivo de enganos
Hoje quatro de Outubro
Completo setenta anos
No dia de S. Francisco de Assis
De mil novecentos e quarenta
Veio ao mundo um petiz
Nasceu no tempo de uma tormenta
Guerreavam os nazis
Será por isso o ter sempre havido
Capacidade de sofrimento e de ser feliz
Setenta anos de lutas e aventuras
Deus assim o quis
Aventuras, provações duras
Sempre encaradas com optimismo
Procurando ultrapassar
Jamais pensando no abismo
Manter ideais, sempre o sonho
A procura da verdade sem lirismo
Setenta anos
Talvez a idade de me manter moderno
Gostar da vida, de nela andar
Tendo consciência de não ser eterno
Vivo modesto e humilde com lisura
Nunca desejei o inferno
O céu, a vida eterna não haverá
Procuro a verdade e a justiça
Lutando denodadamente por cá
Setenta anos
Haja paz e justiça
Nada de confusões e enganos


Daniel Costa

NOTA: Embora a data marcada pela operadora seja 03/10/2010, o poema fui escrito e postado no dia 04/10/2010, em Lisboa - DC


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

POEMA BEIJO ROUBADO/BEIJO DEVOLVIDO




BEIJO ROUBADO
BEIJO DEVOLVIDO

Beijo roubado
Ainda nos anos sessenta
Podia ser tido como grave pecado
De uma bela mulher me enamorei
Decorria o derriço sério de enamorado
Um beijo supliquei
Tudo era recatado, dizia ela ser menina
Num intenso desejo, o beijo roubei
As lágrimas correram
A donzela fez-me sentir que pequei
A repreensão fez temer
Teria equacionado mal?
Mesmo ter esquecido e dever
Senti-me culpado
O futuro seria romper
Ânimo apaziguado
Por pouco embora, seguiu-se o rumo
Continuei a ser o feliz namorado
O recato continuou
Nada de se desvendarem mistérios
Parecia não haver amor e o namoro acabou
Passaram décadas, ela acompanhada
A mulher reservada me encontrou, então me beijou
Os tempos tinham mudado
Confesso que me enalteceu
Perante o amado
Na despedida novo beijo deu
Meus deuses, onde estarão merecimentos?
O encontro deveras me comoveu

Daniel Costa