A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

domingo, 19 de maio de 2013

POEMA AMOR DE LANTEJOULAS



AMOR DE LANTEJOULAS

Imaginar papoilas
Sentir o seu ondular
Amor de lantejoulas,
É sentir o vermelho a brilhar
Amor de cúpulas
Modelar
Sonho de fábulas,
Sonho regular!
O anjo me observava sem cábulas
Para se guiar
Como se, se guiasse no desfiladeiro das Termópilas
Com seu pensamento pendular
No íntimo o seu atlas,
A me auscultar
Me ministrou aulas,
Para aptidão de me içar
Para o que me apetrechou de molas
Evoluí num ritmo pendular,
A saltitar como bolas
Depois me senti voar
Simples, como se rumasse a Bruxelas
Porém, já noutra Galáxia a me consolidar,
A me consolidar como féculas
Nada de especial previa olhar
Mas em ponto definido, por fórmulas,
Estava a estacionar
Encantadora, como toques de violas
Reparei numa mulher doce, como torrão de açúcar.
De olhar risonho e meigo, sem máculas
A mulher, numa vénia, pareceu dissimular
A cabeça baixou, de várias fórmulas,
Formas de me encantar!
Quando acordei, a sentir tremer as glândulas,
Meu coração oprimido, eu a recapitular,
E eis uma voz oculta, vinda das vielas
Me anunciou a dita desse amor, me vir entregar,
Amor de lantejoulas,
Minha deusa, eu contigo jamais vou vacilar!
Amor de lantejoulas!


Daniel Costa

Fotos getilmente cedidas por Severa Cabral (escritora)





sexta-feira, 17 de maio de 2013

POEMA AMOR NORDESTINO


AMOR NODESTINO

Se pense num destino
 Férias em cálidas praias do nordeste
Amor nordestino
 Do mundo agreste
No traje feminino palestino
Sonhei no universo celeste,
No que haveria de interessante e de tino!
Sem sentir o meu anjo me viaja celeste
Me pensava bizantino
A sonhar, ainda lembrei Budapeste
O anjo pensou paulatino
Budapeste tem o composto de Buda, dá teste!
Pensou, clandestino (?)
Invocou que pode tido como o deus pedestre
O deus me levou como um hino
A breve trecho planava com ele, sobre o monte Evereste
Feliz sem desatino
Lépido a pairar também no brasileiro nordeste
Alegre como um menino
Voámos à beira mar, a interferência do Buda investe!
Dali à ancestral cidade de Guarabira, outro destino!
A maior cidade interior do nordeste
Com sua cordilheira a dominá-la, dando-lhe esplendor divino
Senti ainda, o clamor do índios de reduzida veste,
Os índios tupi guarani, que imaginaram de teor cabotino
Não ficámos por ali, subimos muito alto, na rota celeste,
Alguém nos comandava leonino
No que pareceu faroeste
Só ficava eu no término!
Atónito, o que me rodeava mirei, naquele oeste
Uma moderna e atraente índia de olhar fino,
Por ela me apaixonei, meu olhar - oh anjo não contiveste!
Meus olhos eram de verdadeiro citadino
Com os dela, chisparam em atitude de quem se restabelece
Depois acordei, na condição de quem perdeu tudo em casino,
Quando escutei, como que, uma opereta, de sudoeste,
Afinada com som extrafino,
A mulher de vestes e traços de índia, robusta em mim se reveste,
Reveste com amor latino,
Amor de nordeste!

Daniel Costa
 Fotos gentilmente cedidas por Severa Cabral (escritora)



quarta-feira, 15 de maio de 2013

POEMA AMOR VERTICAL



AMOR VERTICAL

Pode parecer Federal
Talvez uma federação de ideais
Amor vertical
Beijos de amor cordeais
Poderá ser o amor a fazer sinal,
Numa mostra de bonsais
Estava eu num sonho real,
A silhueta do anjo, em jeito de arrais
Me observava angelical
Imaginei poses teatrais
Alumiava o espaço com castiçal,
Castiçal com as suas velas liberais,
Uma vela refulgiu, explodiu laical
A explosão me lançou nos espaços vitais
Voei e piquei como pardal
Continuei ainda na Galáxia, nos espaços celestiais
Meu destino, não pareceu primordial
Posso pensar em condutores geniais
Me fizeram aportar a um quintal
Em espaços siderais
Olhei humilde como um clerical
Não avistava portais
Porém uma mulher beleza sem rival
A olhei, como se fosse detentora de toques musicais
Em ambiente basilical,
Nossos olhares se cruzaram leais
Se fixaram como no período medieval
Senti o brilho dos dela como cristais
Depois dei por mim a acordar no planeta terreal
Meditei no sonho, que revivi, esfreguei meus olhos leias
Espaço vazio, sem sentido, parecia matagal,
 Vozes de anjos nos seus rituais
Me pareceu, entoavam um hino vocal
Exultei com os seus lexicais,
Mais quando o mulher do sonho me abraçou afinal
Amor de belezas intemporais
Amor vertical!

Daniel Costa