terça-feira, 16 de junho de 2009

poema

O PRIMEIRO SELO QUE ME FOI OFERECIDO, VIA E-MAIL, HÁ CERCA DE UM ANO POR RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO, DA GALERIA RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO, UM BLOG QUE SEMPRE ADOREI. CURIOSAMENTE FOI PROPOSTO PARA O TOP 30 DO BRASIL.
PORQUE ME AGRADA, RECOMENDO-O E RECOMENDO QUE VOTEM NA GALERIA. O BLOG DEVE SER ORGULHO DE QUEM O ADMIRA.
DEIXO AS CONDIÇÕES DO PRÉMIO:

TOP 30 é um concurso mensal, gratuito, no qual os sites participantes concorrem pelo sistema de votação. Os 20 sites mais votados de cada categoria recebem um selo, especificando a categoria em que este está inscrito, sua respectiva colocação e a edição do concurso na qual receberam-no. Os prêmios em dinheiro são fornecidos até aos 5 sites mais votados na categoria GERAL e aos que obtiverem a primeira colocação nas demais categorias. A categoria GERAL abrange todos os sites cadastrados no concurso. Veja os valores recebidos em cada uma das colocações:

link da GALERIA: http://wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
link do perfil: http://www.blogger.com/profile/02727774727738812201




SANTO ANTÓNIO

Dizem-te por aí demónio
Serias enquanto Fernando de Bulhões
Depois Santo António
Coisas da magia dos poetas
Nasceste nesta Lisboa
Que te dedica arraiais e festas
Morreste em Pádua
Que te tem como das suas gestas
Em Lisboa, na fonte esperavas garotas
Quebravas as bilhas
As bilhas das marotas
Revelavas Santidade às pilhas
Juntavas os cacos
Concertava-las, ficavam maravilhas
Em Pádua pregavas
Para mostrar a tua naturalidade
A Lisboa, usando o dom da equidade, saltavas
Lisboa benfazeja
Que Santo António interceda
Que Deus sempre te proteja

Daniel Costa

Nota à margem:

Santo António de Lisboa festeja-se a 13 de Junho com concurso de Marchas Populares, que desfilam na noite do Santo Casamenteiro, 12/13. Há arraias, sobretudo na Lisboa antiga, com a tradição da sardinha e as febras de porco assadas na brasa. Reina a alegria!...

Por toda a Lisboa se vendem manjericos. Havia o típico pregão: "É regar e pôr ao luaree!"

Outra tradição de Santo António: As fogueiras, onde se queimam alcachofras, deixadas depois pelas moças ao luar. Se voltarem a florir há casamento com o namorado, caso contrário não.

Há cidades do Brasil,onde o Santo António também se festeja.

Curiosamente, sendo o Santo mais festejado, porque popular e nascido em Lisboa, o Padroeiro da cidade é o mítico São Vicente.

Daniel Costa





sexta-feira, 12 de junho de 2009

poema

Este selo foi-me oferecido pela blogeer Angela Guedes, a quem deixo a minha gratidão. Exibo-o com com certa dose de orgulho.

http://angelabeneguedes.blogspot.com/

O que representa o Prêmio Mouse de Ouro:
O reconhecimento aos blogueiros que transmitem amizade, gentilezas, respeito, carinho.
Prêmio criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros na Blogosfera.
Quem recebe o Prêmio Mouse de Ouro e o aceita deve seguir algumas regras:
1- exibir o selo
2- linkar o blog pelo qual recebeu o premio
3- escolher outros blogs (quantos quiser) a que queira entregar o premio.


REPASSO A TODOS OS AMIGOS SEGUIDORES





AREIA BRANCA

Chamou-se praia da Charrua
Quando a povoação estava nua
Depois Areia Branca
Sazonalmente ali trabalhei
Não devia dizer eu sei
Serventia a pedreiros dei
As primeiras paixonetas
Um pouco a vida ali amei
Olhava a passagem de miúdas
Vinha a sopeirita fardada e bonita
Também a sopeira matrafona
Ares de Dona
Nada de beleza
De observação em observação
Belo tempo de Verão!...
Naquele o Vigia foi erguido
Lá estava ele, entre a terra e mar
Em jeito de vigiar areias
Mulheres bonitas e feias
Diria democrata
Reservado a gente de gravata
Jogava e se divertia
Confraternizava e a noite vivia
As marés e praia vigiavam de dia
Ali amei e deixei amores
Trabalhei e vivi meus senhores!

Daniel Costa

segunda-feira, 8 de junho de 2009

poema

ONDE MORAS JUSTIÇA?

Olha justiça

Andas tão arredia

Imitas taças de cortiça

Pareces tão inexequível

Para os de algo, claro como o dia!...

Para outros não há sorriso

Apenas gesto amargo

Dizem que és cega

A realidade existe

Porém torpemente se nega

Mais do que nunca

A corrupção está na berra

Com os furos das tuas leis

Podes empatar a refrega

Usando a senhora advocacia

Enquanto alguém nega

Onde moras Justiça

Para poderosos não és cega

Quem dinheiro tem

Paga bem e nega e nega

Usam-te com desdém
Com factores visíveis e incríveis

Clamam:

Beneficias os que convém

Os juízos deviam ser ponderados

Credíveis

Sem reparos de alguém

Para seres refúgio

Refúgio do bem

Daniel Costa

sábado, 6 de junho de 2009

poema







SALVATERRA DE MAGOS

Não é região de lagos

É Salvaterra

A Salvaterra de Magos

Na Borda D’Água

Margem Sul do Tejo

Na planície onde não há mágoa

Vila em pleno Ribatejo

Onde há vários festivais

Como a do Foral, dos Toiros, não vejo

E do Fandango, Meus deuses!...

A toirada e o toiro terão o maior ensejo

Nos campos o campino

Montado no cavalo, porte que invejo

Durante uma semanada

Na Avenida, frente à arena

Dá-se a largada

A Avenida enche-se de areia

De larga, torna-se pequena

Ali o monumento evocando o campino

Como que feliz de ver

Tanta gente em cena

E a vasta Avenida

Transformar-se da bravura arena

Fica ao rubro o entusiasmo

Às tábuas, chega o boi, qual fera serena

Quanto mais o animal se mostra bravo

O homem mais desafia

A bravura na segunda semana de Junho

Por ambas as partes dura o dia

Destreza e ligeireza

Em Salvaterra de Magos, no Ribatejo

Há colorido, há força, há beleza

Daniel Costa

quarta-feira, 3 de junho de 2009

poema

Daniel:
Vamos selar a nossa amizade?
Um beijo,
Renata


(59-1-1-1-1.jpg):


Curiosamente, a amiga RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO ofereceu-me este selo há cerca de um ano. Nunca desperei, porém apenas agora consegui saber como postar.
Muito agradecido, Renata, pela compreenção amizade e, porque não dizê-lo: humanidade!...
Ah, admiro-a e admiro o seu blogue. Recomendo-o, tendo em conta que apenas recomendo o que aprecio.

MULHER QUE PASSA

Quem sabe o que se passa
Nessa flor feita mulher
Que na Avenida passa
Lá vai ela, vai singela
Sempre cheia de graça
Se vai vaporosa
O olhar esvoaça
Se o glamour estremeceu
O semblante vai cinzento
Passa como desgraça
Quem pode saber
No que pensa, o que se passa
Como a flor que murcha
A mulher que não esvoaça
Pode andar o amor
Em clima de desgraça
Mulher alheada, circunspecta
Será sempre bonita
Será, porém como Avenida deserta
Se esvoaça
A lhaneza é aberta
A flor, a mulher
Observando, vai desperta
Qual flor sorridente
Convive com o amor
Este não está dormente
Há felicidade no ardor desse glamour
Ali vai ela passando tranquila
A felicidade patente
Transmite-se
A mulher parece borboleta
A esvoaçar contente
Borboleteando
Aí passa ela, segue sorridente

Daniel Costa