quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

POEMA VANIA


VANIA
 
Nasceu na no estado do norte, da Rondónia
Um dos vinte e sete estados federativos
Do imenso Brasil, a mulher Vania
A bonita mulher e nova mãe, de espírito comunicativo
Pelos meus padrões platónicos
É fiel amiga desse mundo além, do Sonico amigo
Sem perder os valores harmoniosos
A morar agora no interior de São Paulo
A Vania é uma amiga que estimo
A conversar se torna companheira de regalo
Tornou-se uma mulher amiga
Fala das boas vivências e de problemas que foram abalo
Se ufana de boas noticias
Sem esperar me deu conta, exultei com elas eu sei
Com a Vania, das belas premissas
Também dos meus projectos lhe participei
Exultámos, com o agradável, com as alvíssaras
Pode ver-se no seu outro espaço
Gosta de poesia a Vânia
Várias vezes para a ler eu passo
Vale a pena, com a sua sensibilidade
Além da poesia
Por onde passa mostra s sua humanidade
Bonita mulher, posso aferir sem fazer sugestão
Atrai-me a sua urbana amizade
O seu bom coração

Daniel Costa


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

POEMA PLATONISMO


PLATONISMO

Eis um modo de equacionar sem lirismo
Um pensamento de Platão
Um modo de filosofar sobre o platonismo
Criou a Academia Platónica consagrada a Apolo e às Musas
Assim sendo, platonismo não é lirismo
Nem servirá para pensar formas difusas
Já, mais modernamente
A filosofia teve e terá a tendência para se aplicar à política
É outra filosofia naturalmente
A filosofia é de grandes e irrequietos pensadores
Por mim apraz-me filosofar sobre musas
Jamais esqueço amores
Mas das musas, meus deuses senhores
Para mim são interiormente bonitas mulheres
Podem e devem ter seus amores
Serem amigas, a quem podemos homenagear
Com ternura como se fossem flores
Assim, amor de platonismo
Amizades platónicas
Sem os pensamentos caírem em abismo
Em qualquer dia, faz parte da minha poética filosofia
Há amizades que se criam sem pensamentos de lirismo
Sempre aprecio as escolhidas musas
Sinto prazer em desvendar-lhe o íntimo, a alma
Se necessário mostrando o meu espírito aberto
De intranquilidade a mostrar calma

Daniel Costa


sábado, 25 de dezembro de 2010

POEMA O MAU DA FITA


O MAU DA FITA

Posso andar sempre na guita
Mentalmente de outro modo não sei estar
Ainda não entendo porque nasci para ser o mau da fita
Será por ter sempre novas ideias, de ver simples singular?
Aparentemente, serei homem de tranquilidade
Interiormente serei como um vulcão a magicar
As minhas ideias parecem um vulcão incandescente
Talvez sempre a brilhar
Em vez de aceites como um presente
Sempre foram rechaçadas
Como se não tivessem sido minhas, tornaram-se boas
Sempre vieram um belo dia a ser adoptadas
Como é interessante ser o mau da fita
Ser sempre o mal amado
Que bem me fica, é assim que me habituei a viver
Nesse permanente estado, algo escusado
Curioso! Sempre procurei ser bom companheiro
Fazer valer os meus ideais sim
Sem nunca querer ser primeiro
Se guardei patos e espantei pardais
Se por muitas fases passei, se muito planei
Se a escritor cheguei, como muito mais executei
Talvez me invejem, mas quando precisaram de mim deixei
Se sobrevivi, saltando o muro para segunda encarnação
Procurando sempre a verdade amo mundo, como sempre amei
Gosto mais de invejas, podem recair sobre mim só!
Estimulam muito, viver com elas sei
Para que de mim não tenham dó
A procurar a verdade e justiça por cá andarei
Viver com fé brandura, jamais ser ruim
Viver de maneira diferente, hum!
Que mais exigirão de mim?
Fui, sou e serei o mau da fita
Sei que sempre usei bondade… Enfim!...

Daniel Costa


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

POEMA NATAIS DA MINHA RECORDAÇÃO


NATAIS DA MINHA RECORDAÇÃO

Em tempos que lá vão
Passaram sessenta Natais
Mais os que marcaram a minha recordação
Foram tempos tais
Vivia-se o pós Segunda Grande Guerra
A escassez, a pobreza era tanta, na Europa
Onde só havia espiões, nesta terra
Até o Deus menino era pobre
Não tinha meios de descer as chaminés
As do pobre, guardava o trabalho para as do nobre
No Inverno, mesmo às portas do Natal
Vinha o frio e fustigava o trabalhador pobre
O eu rapazinho antes do nascer do sol lá ia também afinal
Botas da cor da pele
Sentir o arrepio do vento frio não era banal
Enxada ao ombro, seguia na cola do pai
Pés de pele curtida pelos frios
- Pai, isto vai mas sugere um ai
- Meu filho o céu está limpo, vai aparecer o sol
O sol é a capa dos pobres, Deus também é Pai
O calor do sol e do trabalho são agasalho
Vinha o Dia de Natal, equiparado a Domingo o frio se esvai
Para esses dias havia calçado
Natal, Ano Bom, Dia de Reis, acabava a missa
Nos três havia o beijo nos pés do Deus Menino Santificado
Havia sempre um tostão para deixar numa bandeja
Para tudo ser perdoado
Perdoado de quê?
Talvez houvesse rancho melhorado
Uma peça que o galinheiro produzia a assinalar o dia
Não fora o humanismo poderia sentir-me maltratado
Nunca serão esquecidos esses Natais
Sempre ficarão na lembrança
Como os demais
Eram outros tempos para recordar
Foram tempos passados reais

Daniel Costa


domingo, 19 de dezembro de 2010

POEMA RUA DO CARMO

Foto: Daniel Costa

RUA DO CARMO

Quem vindo do verdadeiro Chiado
Desce a Rua do Carmo dirigindo-se ao Rossio
Encontrará estacionado um carro divulgando o fado
O fado que nasceu e mora em Lisboa
Um local onde muito perto do Bairro Alto
Divulgando-se assim não é à toa
Que o fado se apresenta na Rua do Carmo
Onde passa o mundo do turismo no bulicio de uma verdadeira Lisboa
O mundo que adora uma típica noite de fado
A oportunidade de se emocionar
De sentir a nostalgia e a emoção de braço dado
Deambulando pelo novo Chiado, o fado modernizou-se
A diva deixou o usar chaile traçado
Nunca morou no estrangeiro
Nos velhos bairros dançou
Antes da passagem por pelo mundo inteiro
Que a modernizar-se o ajudou
Porém volta e voltou sempre a Lisboa
Passa sempre na Rua do Carmo
Dali ao Bairro Alto, para encontrar vida boa
É na capital de Portugal o seu berço
Que realiza os sonhos doa a quem doa
O seu eterno mundo, são os velhos bairros
Hoje no Chiado onde se consubstancia a uma moderna Lisboa
O carro, uma dona elvira
Está sempre na Rua do Carmo, não é à toa
Porque o fado modernizou-se
Mas não esquece o seu berço, a sua Lisboa

Daniel Costa

 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SARINHA FELIZ





SARINHA FELIZ

A felicidade pressupõe humildade
 Assim enxergo os humanos
A quem noto essa felicidade
A humildade existe pressente-se
Em alguém que tem mental capacidade
Sempre tem o dom especial
O inolvidável dom da amizade
Atrevo-me a dizer: a Sarinha é feliz
Embora a seriedade com que fala
Trata dos assuntos, sabendo como os diz
Quem é feliz, semeia a felicidade
Conversar com ela é sentir
Que se fala com alguém delicado
A deixar enorme satisfação fluir
A Sarinha própria sentirá ser feliz
Sente-se quando aborda falar breve da família
Da sua prole bela e bonita
Por vezes expressa esse dom de felicidade
Com uma exuberância catita
Nem sempre na cidade maravilhosa
Mostrando-se mulher ainda mais bonita
Onde a Sam divulga é página harmoniosa
Ali também escreve e sobretudo no Desnuda
 Denota uma erudição curiosa
Aquela mulher bonita e feliz
Tem adventos para mostrar exuberância
Depois mostrar erudição, saber o que diz
É assim a Aquariana Sarita
Mulher amiga agradável, bela e feliz

 Daniel Costa


domingo, 12 de dezembro de 2010


ÂNGELA UMA PÉROLA

Olhar a mulher de singeleza
Se repararmos bem veremos uma pedagoga
Nessa sua singela beleza
Por vezes como todas as mulheres
Pode parecer complicada
Lendo bem as suas prosas
A Ângela é uma Pérola, de complicada não tem nada
Nas suas divagações
Desnuda, mostra o seu íntimo
Relemos e não vislumbramos confusões
Como pedagoga que é
Pensou, extraiu conclusões
Veio mostrando as suas dúvidas
Nunca se terá visto ilusões
Ângela Pérola o que pode parecer é ter timidez
Terá passado por desilusões
Como todos afinal alguma vez
Disso pode ter saido reforçada
A força do querer, estará a acontecer a Ângela talvez
Por terras do Brasil, adivinho São Paulo
A cidade que tem o nome
Do que foi o ateu Saulo
De Ângela uma Pérola se adivinha
Não uma mulher qualquer
Pode vislumbrar-se, como o diz, uma Pérola Marinha
Uma Pérola interessante
Antes, Ângela uma Pérola Rainha

Daniel Costa


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

POEMA RITUAIS


RITUAIS

Segundo os alfarrábios e anais
A vida sempre se pautou
Sempre adoptou rituais
Tudo o que é vida fervilha
Dos rituais comungam todos os racionais
Todos se congregam
Por espécies, tudo que sejam animais
O homem mostra mais os seus diversos rituais
O que senão, mais sempre houve?
Actualmente, até demais
Como sobreviveriam?
Sem fantasias, sem rituais
E as confrarias dos vinhos
Do bacalhau, da lampreia e as demais?
Das velhas ordens secretas
Que sempre sobreviveram utilizando rituais
A vida dos profetas e de dos apóstolos
Os seus sermões não terão sido actos banais
Pregadores que catequizaram mundos
Não adoptavam rituais?
Sempre foi assim
Os rituais estão, vieram para ficar
Sempre foram eles
A responder presente, para o mundo edificar
Podem ser encontrados em quer acto
No mundo em qualquer lugar
Que seria deste sem os rituais
A amenizar para se comandar?

Daniel Costa

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

POEMA SUBTERRÂNEOS DE LlSBOA


O arco, que se pode ver à direita na foto,
sobre a estrada, figura no Guinesse,
como o maior arco ogival do mundo.

SUBTERRÂNEOS DE LISBOA

São famosas as subterrâneas catacumbas dos romanos
Os labirintos onde celebravam os seus rituais
Para se escapulirem aos seus perseguidores humanos
Primitivos cristãos, donde se veio a irradiar a fé
Para o mundo durante muitos anos
Em várias grandes cidades de Europa
Como em Lisboa há mundos subterrâneos
É de crer que devido ao estuário do famoso rio Tejo
Lisboa foi habitada por bastantes povos, até muçulmanos
Foram sempre dominadores muitos desses povos
Todos deixaram vestígios na noite da história de infinitos anos
De todos os que deixaram marcas e vestígios
Distinguem-se muito os dos romanos
Pelas suas construções termais
Como a interessante da Rua da Prata
Tapada por um alçapão, tem apenas visitas anuais
Existem na cidade outros subterrâneos
Destacam-se os da velha Lisboa
Há um monumental como obra, executada por Lusitanos
Riscou Manuel da Maia, o Aqueduto das Águas Livres
Conta com o maior arco ogival do mundo, produzido por de seres humanos
Pode ver-se no Vale de Alcântara
Cinquenta e oito quilómetros entre os quais há subterrâneos
Que transportaram um caudal de água a Lisboa
Hoje apenas serve para visitas
Como ícone da cidade, uma coisa algo de bela e boa

Daniel Costa


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

POEMA RICARDO



O JUDOCA RICARDO

Com apenas sete anos
Arrecadou o campeonato de judo
Nada, não há enganos
Foi feito do Ricardo na cidade de Foz do Iguaçú
Na sua idade, de tenros anos
Foi orgulho da avó e dos pais
Felizes seres humanos
A avó Zully exultou como os demais
Entre palavras de incentivo vieram mimos e amos
Vencendo a competição
Que se terá iniciado com inúmeros planos
O Ricardo ganhou, muito novo
Decerto ganhou estímulo para mais feitos humanos
Assim como os familiares e pais ficaram prontos
Ficaram prontos para desaires, para desenganos
O desporto é assim, pode ser preparação para a vida
Em escola onde são preparados por veteranos
Uma bonita vida se inicia bem vivida
Na sua cidade de Foz do Iguaçú
A norte do Brasil, onde a fronteira
Com o Paraguai, tem beleza de morrer dirás tu
Ricardo vencedor
Foi junto a essa beleza que mostraste destreza
Foste um feliz e bom ganhador
Entraste nos anais
Da competição como vencedor
Parabéns Ricardo, Daniella, Marcelo e avó, a bonita zully
Que sejam felizes com a descendência dum jovem com pundonor
Possam recordar
Sempre o feito dum descendente amor

Daniel Costa

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

POEMA MORAR EM LISBOA


MORAR EM LISBOA

Na ilusão de uma vida boa
Procurado a cidade do velho fado
Vim morar em Lisboa
O pensamento vagueia pelo mundo inteiro
Não será à toa
O amor é muito brasileiro
Amor platónico enfim
Nas minhas vivências
Na mental irrequietude não será ruim
No deambular pelo mundo
Tenho aprendido que o amor é assim
Desde cedo mentalmente viajei pelo Brasil
 Procurando o deus do bom fim
Procurei por toda a parte
Fui à cidade maravilhosa
À fronteira norte, onde vi como é linda a natureza
Passei pelo sertão onde tudo me pareceu espinhosa rosa
Fiquei fascinado com o folclore nordestino
Nas praias do Maranhão vi a mulher dengosa
Sensual, deixando uma sugestão
Entrei numa aventura airosa
Não passou disso então
Sempre pela beira-mar desci
Acabei o périplo no Rio de Janeiro onde tomei o balão
Tudo terá nascido do sonho
Do feliz mundo da ilusão
Afinal tudo foi sonho, não à toa
Convivo feliz com a nostalgia do fado
Algo se cumpriu, moro em Lisboa

Daniel Costa