quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

POEMA MAR DA AREIA BRANCA





MAR DA PRAIA DA AREIA BRANCA   

Ao amor se abria a tranca
Na antiga povoação da Charrua
Mar da Praia da Areia Branca
Mar muito beijado pela lua
A doçura é tanta
Está no peito como a côngrua
Onde a canção da terra, foi alavanca
Senhora do Mar, a formosura ali é tua
Onde dum dandy (?!), o sonho foi aliança
Para o poeta sonho de Verão, como do Tejo falua
Recordação; esperança, faiança!
À vista daquele mar a vida me acenou como mulher seminua
Oh feliz lembrança!
Dos meus dezassete anos, nada de grua
Ajudei a construir, fazendo subir o tijolo à formiga, sem tardança
Aprendizagem para um novo mundo sem gazua
Para o mundo, sem parança,
Bendito mar, bendita antiga Charrua
Benditas “sopeiras”, Marias que do amor… Deixaram lembrança
 Mulheres airosas e sobranceiras, dum mundo de Rua crua
A provocar audaz esperança
Regressando à horta, com afagos a construía… A vida continua!
Senhora do Mar, tudo era desejo de abastança
Desejos de agarrar, todo o luar da lua
Um mundo novo, estatuto, de liderança
Testemunhado pelo mar, sonhava o mundo com sol na rua
O mar e a eterna bonança
A vida é de todo mundo, sussurra o marulhar – Não é minha, nem tua
Mar da Praia da Areia Branca! 

Daniel Costa





4 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Mais um poema lindo, em que deixas a marca da sua vida.
Lindo. Parabéns!
Beijos,
Renata

Anne Lieri disse...

Que beleza de poema,Daniel! Parabéns! Uma boa quinta pra vc!

Magia da Inês disse...

Tão lindo como um fado!
Bom fim de semana!
Beijinhos do Brasil.
¸.•°♪♬♫

Jose Torres disse...

A praia quase que não existe ou estou enganado?
Conheci este local há mais de 50 anos e este areal era bem maior.
Cumprimentos