terça-feira, 29 de setembro de 2015

POEMA ANJO DO OTIMISMO




ANJO DO OTIMISMO
 
Apelo de intimismo
Fazendo jus ao desejo
Anjo do otimismo
Benesses almejo
Vivo nesse quimismo
Em jeito de solfejo
Onda de academismo
Intermitente som de realejo
Provocando animismo
Isento de pestanejo
Sempre com dinamismo
Química de sertanejo
Postura de atletismo
Singrando como em brejo
Anjo do otimismo
À tua divindade cantarejo
Seguindo com estoicismo
Fazendo da vida gracejo
Amor de mediatismo
Incólume - Prevejo
Anjo do otimismo.
 
Daniel Costa
 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

QAUANDO FUI DA CIVIL CONSTRUÇÃO



QUANDO FUI DA CIVIL CONSTRUÇÃO
 
Digo e redigo, sou filho varão
Talvez bastante industrioso
Quando fui da civil construção
Era bem novo, quiçá laborioso
Por me sentir em coo produção
Ou sentia apenas gosto saboroso
Adolescente, interagi em electrificação
Do meu rincão sempre atencioso
Depois trabalhei nas obras, nova função
Em edifícios, sempre buliçoso
Participar em concerto de estrada foi ocasião
 Trabalho rural, onde fui esperançoso
Procurei não precisar de procuração
Para o meu sentir ambicioso
Muito menos frustração
 Sentir de júbilo radioso
Quando fui da civil construção.
 
Daniel Costa
 
 

 

 

 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

POEMA QUANDO FUI HORTELÃO



QUANDO FUI HORTELÃO
 
Como se empunhasse o violão
Construir uma horta adreguei
Quando fui hortelão
Ousei e me empolguei
Dezassete anos era o escalão
Na clandestinidade reguei
Temendo perseguição
Porém, o restolho saneei
Dezassete anos, eis a lição,
Do querer, que quantifiquei
Horas de lazer, que chapelão!
Depois da jorna que saquei
Que sempre foi bengalão
 Dirão duro, mas pontifiquei
Verdes produtos me davam razão
Aconteceu que verifiquei
Ter subido no escalão
 Segredo desvendado, com jóquei
E orfeão na tasca do João
Me emancipando ganhei,
Quando fui hortelão.
 
Daniel Costa
 

sábado, 19 de setembro de 2015

POEMA QUANDO FUI GUERRILHEIRO



QUANDO FUI GUERRILHEIRO
 
Embarquei em Janeiro
Para imposta aventura
Quando fui guerrilheiro
Pareceu sorte, postura
A guerra seria mealheiro
Via nesse, glória e fartura
Pagela, arte de cavaleiro
Metralha na contextura
De Peniche, não penicheiro
Nunca estive lá, em má altura
Quando fui guerrilheiro
Esqueci a agricultura
Adreguei ser cavaleiro
Num sertão de mata pura
Nambuangongo brejeiro
Regressos sem agrura
Terminei a ser mor rancheiro
Nomeado, doçura
Em posto fronteiro
Feliz conjuntura
Quando fui guerrilheiro.
 
Daniel Costa
 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

POEMA ANJO ESTIMULADOR



ANJO ESTIMULADOR
 
Sagaz como condor
Num ato Angelical
Anjo estimulador
Génese musical
Ritmo embalador
Baco pontifical
Pose de velador
Olhar natural
Sentido consolador
Bênção patriarcal
Eterno pastor
Candura paternal
Postura de escutador
Estímulo vertical
Linha de mediador
Instigador da paz natural
Anjo estimulador.
 
Daniel Costa
 

domingo, 13 de setembro de 2015

POEMA MÉRITO NA DIGNIDADE



MÉRITO NA DIGNIDADE
 
Procurar a realidade
Não é sinecura, é mérito,
Mérito na dignidade,
De mental luz de gabarito,
De intensa apostolicidade,
Autenticidade!... Grito!...
Procurar o eco da verdade
Lutar para que esta seja rito,
Seja feliz, toda a sociedade
Que o pecador seja contrito
Se avizinhe da honorabilidade
Connosco procure até ao infinito
Através de gerações de sagacidade
Procurando um mundo emérito
Fraterno sem complexidade,
Haja conduta de púlpito,
Mérito na dignidade.
 
Daniel Costa
 
 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

POEMA OS MELHORES ANOS DA MINHA VIDA


(ao centro, primeira incarnação - foto saída na revista PLATEIA de 18/04/1969)
(à direita, segunda incarnação - foto em restaurante - localidade de Pombal, Abril de 2011)

OS MELHORES TEMPOS DA MINHA VIDA


Confesso de seguida
 A procura da felicidade
Tempos da minha vida
Alguns gloriosos, na verdade
Outros de dúvida
De imensa complexidade
De felicidade dolorida
Comparável a concavidade
De felicidade provida
De fora esteve a debilidade
Jamais a fé esteve exaurida
Fé com intensa densidade
Tempos da minha vida,
Duas encarnações na verdade
A primeira num período resolvida:
- Dez anos de alacridade
A segunda de alegria sentida,
Parecendo a eternidade
Os melhores tempos da minha vida
Os presentes na efetividade.
 
Daniel Costa
 


sábado, 5 de setembro de 2015

POEMA MAR PORTUGUÊS




MAR PORTUGUÊS 

Estradas de genovês
Carambolas de marinheiro
Mar português
No mundo prossegues
Partindo do soalheiro
Fazes capitão-marquês
Socorrendo-te do teu veleiro
Com ele prossegues
Capitão-timoneiro
Do mundo freguês
Fá-lo chegar primeiro
O tornas malaquês
Vejam bem!... Até guerrilheiro
Para os confins segues
Na rota o teu agulheiro
Mar português.

Daniel Costa


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

POEMA PARA ALÉM DO LIMBO



PARA ALÉM DO LIMBO
 
Sonho de carimbo
Roda a vida a girar
Para além do limbo
Parece a aparceirar
Além de suposto biombo
Em jeito de embandeirar
Cogita-se, não se dança o mambo
Por milhares de almas, a cabeça no ar
Deste mundo… Deste arimbo
Perecendo delirar
Cismando delírios de cachimbo
Vida eterna a acalentar
Para além do limbo
A certa irmã sempre a pairar
Nos levará para além do limbo:
- Para além do limbo.
 
Daniel Costa