A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

POEMA CEAR À TÉNUE LUZ DA CANDEIA



CEAR À TÉNUE LUZ DA CANDEIA
 
Quem nada ou pouco tem,
Com pouco se remedeia
Daí a riqueza lhe advém
Cear a ténue luz da candeia
Memórias e vitórias; retém,
Ficam talvez como panaceia
Oh senhor conde de Ourém!
O fado à luz de velas incendeia,
As vozes jamais mentem,
Trinam, recordam epopeia
Corações a bater como totem
Recordam ao longe a sereia,
Memórias pelo gesto se repetem
Cear à ténue luz da candeia,
Luz titubeante, trajectória de ontem!
Necessidade, da vida teia,
Antropologias que se sentem,
Turbilhão de guerra, que vagueia,
Coisas do passado que advertem,
Cear à ténue luz da candeia.
 
Daniel Costa
 
 
 

8 comentários:

MARILENE disse...

Daniel, você sempre encontra inspiração em objetos e fatos que já passaram por sua vida. Muito bom! Abraço.

Ana Bailune disse...

Olá, Daniel.
À luz da candeia nascem os poemas...

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Sempre muito inspirado Daniel!
Adorei.
Bjs-Carmen Lúcia.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Seu poema autobiográfico é lindo, Daniel. Devia ser mesmo mágico cear à luz da candeia.
Beijo, querido.
Renata

helia disse...

Na minha Juventude , nas Férias de Verão passadas em casa dos meus avós numa aldeia da Beira Alta , onde de vez em quando faltava a luz , jantei muitas vezes à luz da candeia e agá gostava !

Marta Vinhais disse...

Que bom reviver momentos em que a simplicidade prevalecia!!!
Beijos e abraços
Marta

Bandys disse...

recordar é viver..
Belo poema.
beijo

Magia da Inês disse...


✿‿⎠
Isso é lindo, tão simples e cativante como uma oração.

Bom fim de semana!
Beijinhos.
╰✿╯