sábado, 13 de fevereiro de 2016

POEMA DA JANELA DO MEU SÓTÃO



DA JANELA DO MEU SOTÃO
 
 Algo como o protão,
Tinha à mão o mundo
Da janela do meu sótão
Tudo se me apresentou profundo
Dormia naquele caixotão
Em sonho feliz, quiçá fecundo
Escutava o mar, jeito de vergastão
A embater na rocha se detendo
Longe, em descomunal ondulação
Cabo Carvoeiro, oriundo
Os urros das ondas em ebulição
Impacto nas rochas num som furibundo.
Da janela do meu sótão
Formou-se um “erudito” oriundo
Escudado em cultura de baú, pobretão!
Á luz do petróleo se examinando,
Desbravando leituras, como eremitão
Fazendo figura (fraca) esperando
Ao fenecer a janela do meu sótão…
Jeito de pináculo de catedral se foi antevendo,
 Da janela do meu sótão.
 
Daniel Costa

 

7 comentários:

Renata Maria disse...

Que maravilha de poema, Daniel. Um dos seus poemas de que mais gosto. Posso publicá-lo no nosso Poesia?
Beijo*

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Oi Daniel seus poemas são bálsamos para a nossa leitura.
Adorei.
Bjs e um ótimo domingo.
Carmen Lúcia.

Mariazita disse...

Meu querido amigo Daniel
Continuas a trabalhar as palavras com mão de mestre!
Transformaste um simples e triste sótão num lugar mágico, onde tudo pode acontecer, desde ouvir o marulhar das ondas batendo nas rochas, até ao erguer de uma catedral!
Óptimo poema!

Estou muito grata pela tua presença na minha "CASA", acompanhado de parabéns e de palavras tão doces que me desvanecem. És um amigo muito ESPECIAL, tu sabes...
Obrigada, obrigada, obrigada!

Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

Graça Pires disse...

Da janela do seu sótão vê-se a vida...
Beijos.

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá Daniel! Mais uma vez, nos brindas com mais um dos teus belos poemas.

Abraços,

Furtado.

Maria Rodrigues disse...

E da janela do sotão se vê a vida passar.
Lindo poema
Beijinhos
Maria

MARILENE disse...

Daniel, comentei o seu belo poema no blog da Renata. Ficou encantador. A janela de um sótão, por si só, é inspiradora. Abraço.