sábado, 18 de junho de 2016

POEMA ZÉ HUMILDE, NINGUÉM



ZÉ HUMILDE, NINGUÉM
 
Trabalhos se erguem
Zé povo a ver as elites
Zé humilde, ninguém
Povo é visto como o zénite,
Quando convém!
O povo, o Zé, será aceite
Ouve rogos de alguém,
Depois não passa de arrebite,
Elites olham o Zé com desdém
Quem é esse Zé? É enfeite?
Seus arroubos obliqúem!
Zés, Zé… Dos poderes satélite!
Zé humilde, ninguém
Elites de voraz apetite
Vales na volta, quando convém,
Exibirás, Zé, efémero convite!
 
Daniel Costa
 
 

 

 

7 comentários:

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Um poema bem diferente Daniel.
Gostei muito.
Bjs-Carmen Lúcia.

Graça Pires disse...

O povo, tantas vezes maltratado, tantas vezes iludido, a valer quando convém...
Gostei, Daniel.
Um beijo.

Jaime Portela disse...

Servem-se do povo sempre que lhes interessa...
Magnífico poema, como sempre.
Daniel, tem uma boa semana.
Abraço.

Marta Vinhais disse...

Ninguém se lembra verdadeiramente do povo... Olha-se apenas pelos seus próprios interesses...
Beijos e abraços
Marta

Rosemildo Sales Furtado disse...

Aqui no Brasil, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, a maior parte da ELITE está mostrando o seu lado despido de vergonha, enquanto que o povo, humildemente dá-lhe lições de como ter bom caráter. Povo só é gente para essa corja de vagabundos em dias de eleições. Belo poema Daniel.

Abraços,

Furtado

✿ chica disse...

Lindo,gostei muito! abração,chica

António Jesus Batalha disse...

Amigo Daniel você tem muitos blog, e eu não reparei no nome do autor, eu vou passando acho um blog bom então deixo um comentário. Obrigado por partilhar o seu saber.Tudo de bom.
António.