domingo, 10 de julho de 2016

POEMA MEIGA E TERNA AVÓ JESUINA


MEIGA E TERNA AVÓ JESUÍNA

Do século XIX heroína
Até ao XX andou o relógio
Meiga e terna avó Jesuína
Em 1957 foi fim do martirológio
Sem sofrimento, partida repentina
Desse valoroso anjo egrégio
Com quatro bebés, mulher menina!
Enviuvou, quis o Régio
De novo casou, divina!
A casa de mais quatro foi refúgio
Deus deu mais um, pura adrenalina!
Nove, embalou, privilégio?
Reforma pombalina?
Para vida de amor e prestigio?
O segundo, cedo endoidou, ela não desatina
Vinte e seis netos; viu, consumado o adágio!
Meiga e terna avó Jesuína!

Daniel Costa



5 comentários:

✿ chica disse...

Linda poesia e 26 netos? Nooooooooossa! Valeu! abração,chica

Marta Vinhais disse...

Há vidas assim... Que ninguém conta...
Gostei...
Beijos e abraços
Marta

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Uma bela homenagem para uma avó com 26 netos.
Bjs Daniel.
Carmen Lúcia.

Mariazita disse...

Meu querido Daniel
Que lindo poema e que maravilhosa homenagem!
Tocou-me particularmente...
Não tenho 26 netos... tenho "apenas" 9... mas imagino a odisseia que não será ter 26!
Uma verdadeira heroína!
Gostei imenso.
Parabéns, meu especial amigo.

Votos de uma semana muito feliz.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

Graça Pires disse...

Quem não gostaria de ter uma avó assim? Bonita e sentida homenagem, Daniel.
Beijos.