domingo, 24 de julho de 2016

POEMA MONTEMOR - o - VELHO




MONTEMOR – o - VELHO

Da cultura é espelho,
Que se reflectiu no Munda,
Montemor – o – Velho
Rio Mondego de corrente fecunda,
Oh!… Munda de outrora, banhas o concelho,
Espraiando cultura profunda
Sentida, até nos arrozais com brilho
Que nos teus poetas é explicanda,
Afonso Duarte, poeta de moldura e caixilho,
Na casa que o seu espírito comanda,
 Ereira que dos arrozais é, toalha
Biblioteca, veneranda
Tendo o poeta como evangelho
Poderá dizer-se, alma profunda!
O velho castelo, relíquia, estribilho
 Cultura museológica é de leccionanda
A recordar árabes e moçárabes, trilho!
Abade João, voz ecoando, intervinda
Montemor – o – Velho,
Vila linda!

Daniel Costa


domingo, 17 de julho de 2016

POEMA AS VELHAS SESTAS



AS VELHAS SESTAS

 Arredores sem florestas
Havia sim, intenso calor
As velhas sestas
Ao longe ecos de trovador
Soavam como orquestras
Imitando tecnicolor
Outras insignes festas!
Volume, som de bateristas
Artes de amador
Parecendo guionistas
Brioso e atento captador
Fervor de artistas
Orientação de pendor
As velhas sestas!...
Eu pertinaz pensador!...

Daniel Costa




domingo, 10 de julho de 2016

POEMA MEIGA E TERNA AVÓ JESUINA


MEIGA E TERNA AVÓ JESUÍNA

Do século XIX heroína
Até ao XX andou o relógio
Meiga e terna avó Jesuína
Em 1957 foi fim do martirológio
Sem sofrimento, partida repentina
Desse valoroso anjo egrégio
Com quatro bebés, mulher menina!
Enviuvou, quis o Régio
De novo casou, divina!
A casa de mais quatro foi refúgio
Deus deu mais um, pura adrenalina!
Nove, embalou, privilégio?
Reforma pombalina?
Para vida de amor e prestigio?
O segundo, cedo endoidou, ela não desatina
Vinte e seis netos; viu, consumado o adágio!
Meiga e terna avó Jesuína!

Daniel Costa



sexta-feira, 1 de julho de 2016

GILBERTO FERRAZ







Gilberto Ferraz

Para: 'Daniel Costa'

Meu caro, erudito e mui admirado Poeta,
Peço desculpa de só agora responder, pois acabo de chegar após dois semelhantes e bem sucedidos encontros quer em Tondela, minha cidade-natal, quer sede do Jornal de Notícias no Porto o qual servi durante 28 anos.
As suas amáveis palavas constituem um precioso bálsamo, que bebo sofregamente. A sua generosidade não teve limites, dando-me o enorme prazer de o conhecer pessoalmente e comigo partilhar tão inesquecível momento. Bem haja, meu caro. Confio que este primeiro encontro seja prelúdio não de apenas amizade, mas de um frutuoso e inspirador relacionamento.
A gratidão do,
Gilberto Ferraz

Preclaro Amigo Gilberto Ferraz
Venho dizer que fiquei muito sensibilizado, na receção que me fez ontem. Confesso que não esperava tanta gentileza. O meu objetivo era tão somente assistir ao lançamento do precioso livro.
POR TERRAS DE SUA MAGESTADE, já estou a ler, o que me permite fazer uma ideia do seu inegável valor, que já vou saboreando na importância que me valorizará em conhecimentos. Uma vez que a valorização do escritor vem muito dos contatos escritos.
Deixo um bem haja, de grata consideração.
Saudações
Daniel Costa