A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Poema






LUA-DE-MEL / LUA DE FEL



Um dia conversei
De algo, não é assim tão normal
Como não é banal eu sei
Alguém questionou
Que é a lua-de-mel?
A pergunta aflorou:
Não haverá apenas no papel
Ou a infelicidade por mim passou
Chamaria a pós união lua de fel
No caso, tal afirmação
Em cavaqueira serena
Fez meditar então
Mundo com algo de vil
Desejar uma união
Um campo que devia ser garrido
Para plantar a desilusão
Oh mundo vil
Pensar só em semear confusão
Haverá doença mental
A deixar rasto de desunião
Que devemos fazer?
Para obter a felicidade então?
Vejo o sonho, a fantasia
O optimismo sempre à mão
Julgam que não perfilho
A eterna sensibilidade, o filão?
Mundo enganador
Mundo onde em meio
Pode estar mesquinhez
Dizer sem receio
Repetir outra vez

Daniel Costa



domingo, 6 de dezembro de 2009

Poema

RECEBI DA BOA AMIGA E POETISA, ANA MARTINS.

Agradeço e deixo regras:


Escolher dez amigos para declarar a nossa amizade e os nomeados, para que continuem a DECLARAÇÃO DE AFECTO por dez dos seus melhores amigos.


Não há selos ou prémios, apenas a nossa declaração sincera de afecto.

A minha declaração de afecto vai para:

EVERSON
SARITA
VANUZA
VALENITA
BANDYS
RENATA
FERNANDA
SUSY
ZÉLIA
VERÓNICA

Uma local do Semanário SOL, de Lisboa, em 4/12/2009









RELÓGIOS DE SOL


Mocidade talvez grandiosa
Imaginação aventura
Nem de perto nem de longe ociosa
Diriam dura
Para mim aventurosa
Muito criança azáfama segura
Vida bastante vivida
Havia o sonho, a ideia de aventura
Recordo e sorrio *
O pai era especialista (?) a podar e empar *
Videiras, em parcelas, abrigadas de caniceras *
Ali no Oeste à beira-mar
Destinava trabalho aos filhos
Enquanto a jorna do dia ia ganhar
No fanfarrão e noutras courelas
Quando o estômago pedia para jantar*
Havia uma cana, como relógio de sol
Indicava o meio-dia, o jantar * prestes a chegar
Por vezes calhava Pedrógãos
O sítio é lindo, embora pareça isolado
Avistava-se a igreja da Rebera *, não havia imbróglios
Quando na fachada o sol batia
Os estômagos exultavam:
- Pelo sol, meio-dia!
O sonho e aventura comandavam
A aventura mais sonhada, de chegar um dia havia
Sonhada, aventurosa, acariciada
Raiou um belo dia
Recordar, a aventura dos relógios de sol
A meninice será recordar não é fantasia
Recordar a aventura
Que passou um dia, como se fora maresia
Junto ao mar
Alegrias da meninice que foram um dia

Daniel Costa


*sorrio: recordo que aos 17 anos podava e empava videiras, nunca as do meu pai, ou outras da minha aldeia de nascimento
*canicera = caneira: sebes de caniço seco

*jantar: refeição do meio-dia solar
*Rebera: Ribeira - o nome que se dava muito à aldeia de Riba Fria

D. C.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Poema






Activista na luta contra a violência doméstica

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

E A MULHER


Um ser humano uma mulher
Tem sentimentos apurados
Mais sensível que um homem qualquer
A avó, a mãe, a filha, a amante
Por vezes a secretária
Eis a fusão de sentimentos da mulher
Sua sensibilidade, sua humanidade
Complementam a amizade que se quer
Quando homem e mulher se unem
Há dois corações
A princípio amantes que se fundem
Na cordialidade
Devem cultivar um grande amor
Amor de humanidade
Poderá fenecer o amor
Nunca o sentido da humana lealdade
Conjugaram-se homem e mulher
Que nunca falte sinceridade
Podem acabar os amores carnais
Jamais o amor de humanidade
Há mulheres que também usam rebeldia
Tanto ela como ele
Terão presente uma mente doentia
Será necessário
Ter o sentido do humanismo em dia
Acabar o amor hoje, não dispensa
Se pense na sensibilidade do amor de outro dia
Homem e mulher juntos formam uma unidade
Biologicamente diferentes, é certo
O fim deve ser amar até a eternidade
Excluam-se violências
Faltas de humanidade
Não pactuemos com um mundo onde
Prolifera a insanidade, quiçá a maldade
A mulher a sofrer as loucuras
A doentia desumanidade

 

Daniel Costa