A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

terça-feira, 7 de setembro de 2010

POEMA SONHO DE VERÃO



SONHO DE VERÃO

Aconteceu numa noite de luar
Dei por mim longe do mundo terreno
Estaria a sonhar
Estava no espaço sideral
Como um ser espírita
Numa reluzente galáxia afinal
Ali encontrei um amor atraente
Como uma lapidada safira que senti real
Deslumbrado fiquei
Com a luz que emanava do sonho divinal
A mulher que encontrei
Dedicava-me um amor de verdade
Límpido como ela jamais amei
Neste mundo terreal
A luz, a sensualidade deslumbrante
A constante manifestação de amor
Faziam dela a apetecível mulher amante
Sonho de Verão
Vida acentuada por grande amor
Desde então assola-me o desejo de união
A mulheres sensuais e bonitas
A minha grande ilusão
Continuarei a aguardar
Novo sonho de luar num qualquer Verão
Queria voltar
A sentir essa agradável sensação

Daniel Costa

domingo, 5 de setembro de 2010

POEMA AMAR SERÁ LOUCURA?


AMAR SERÁ LOUCURA?
 
Amar é a sublimação da ternura
Todo o mundo é carente de amor
Se amar é loucura
Como pode haver tanta dor?
No nosso mundo onde prolifera
Onde reina o desamor
Bendita essa loucura de amor e paixão
Que existe e nos assiste
Com ela nunca caminharemos em vão
Amemos sempre
Os que neste universo procuram pão
Neste universo sim
A loucura está na promiscuidade
Na maldade ruim
Lutemos por uma dose de loucura
Para o amor chegar a todos
Vamos construir o mundo da ternura
Acabemos com esses deuses loucos
Que andam nos infernos soltos
Servem as loucuras dos seus mandões
Que não são poucos
Porque não enveredam por um mundo de união?
Por um mundo de amor
Onde reine a loucura da reflexão
Vamos amar todo o mundo
Até à loucura da paixão?

Daniel Costa


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

POEMA SINAL DA CRUZ


SINAL DA CRUZ

Escrevem eruditos. o sinal da cruz
O símbolo da cristandade
já existia antes de Jesus
Adoptado até por malfeitores não terá idade
Medito no assunto esperando uma luz
Sinal que não encontrei na cidade
Porém no meu Oeste natal
Só não comi o “pão que o diabo amassou” até á maioridade
Porque quem o cozia e era a mãe que nunca usou mal
Sempre pão de farinha de milho, mais a norte broa
À boca do forno na testa fazia o sinal
Não o faria à toa
Em todos os pães, com a ilharga da mão
Desenhava uma cruz em cada broa
Porquê nunca saberia de antemão
Um significado teria
Teria passado de geração em geração
Confesso, meditava mas também não sabia
Só que por ali proliferava a religião
A Católica Apostólica Romana
Porquê o sinal de cruz no pão não se sabia
Haveria uma fé insana
Vida dura, pouco sadia
A cruz ajudaria a senti-la mais humana
Talvez se intuísse que Deus o gesto apreciaria

Daniel Costa