A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

domingo, 17 de outubro de 2010

POEMA DINA


POEMA DINA



Uma alma não pequenina
Um grande coração
De uma mulher a parecer menina
Em traços largos
Eis um retrato da amiga Dina
Com quatro letras apenas
Se pronuncia o nome dessa mulher divina
Não mora em Lisboa
Não vive no deserto, está por perto
Encontro-a não à toa
Visitar familiares, por vezes vai a cidade do Porto
Directo sem passar por Lisboa
De natureza romântica adora flores
Nessa faceta aprecia música e a entoa
Romantismo é o seu forte
Tem bastantes amigos do sexo oposto
Conversar, ter a amizade dela
É um prazer e um gosto
Quem deseja ir mais além de uma pura amizade
É certo, sofrerá um desgosto
Dina é uma mulher encantadora
Interessante, porque elegante
Sem necessidade de ser sedutora
Vive só, será apenas por isso
Escreve poemas como paixão amadora
Essa mulher Dina
Sendo bela não é arrebatadora

Daniel Costa

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

POEMA O AREAL ME ENFEITIÇOU


O AREAL ME ENFEITIÇOU

Uma imagem, parecia sereia passou
Fiquei a segui-la de olhar
Seu olhar com o meu se encontrou
Parecia dia afim
O areal me enfeitiçou
Diria estar petrificado
O areal me enfeitiçou
Deixei de reparar na vizinha do lado
Fixei depois o mar
Corri e mergulhei
Sua grandeza já me parecia um altar
O areal me enfeitiçou
Teria sido uma miragem?
O meu coração se sobressaltou
A maresia teria feito chegar uma aragem?
Ou um transtorno afinal
Uma real senhora, ou sombra de imagem?
O areal me enfeitiçou
O coração ficou como que um vulcão
Incandescente ficou
Deu-se a explosão
O areal me enfeitiçou
Teria sido miragem?
Mesmo beldade que passou?
Fiquei sem saber
Eu final quem sou?

Daniel Costa


domingo, 10 de outubro de 2010

POEMA UM HOMEM


UM HOMEM

Quando a terra arei
No meu Oeste Natal
Várias árvores plantei
Algumas no quintal
Dessas, frutos degustei
Como se fora vendaval
O progresso as derrubou
Devem haver ainda outras com o meu aval
Um dia, o berço deixei
Não nascera para trabalhador braçal
Há muito sonhava com outra vida
Trabalhar na Capital
Interiormente
Fui sou feliz e trabalhei sempre
Com a literatura, a poesia a fervilhar
Outros estudos estavam na mente
Filha ao mundo dei
O bastante que escrevi, publiquei sempre
Outro tipo de árvores: um livro lancei
A fazer fé no ditado
Fiz tudo para ser um homem
Nunca deixei o sonho abandonado
Hoje um homem feito
Como se fosse uma balada, um fado
As três coisas conseguidas
Para andar mais estou preparado
Um homem
Um fado trinado
Os três acontecimentos
Um homem nado

Daniel Costa