A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

segunda-feira, 13 de maio de 2013

POEMA AMOR SALIENTE



AMOR SALIENTE

Ao sabor da corrente
Em qualquer margem
Amor saliente
É amor de eterna viagem
Sempre será ardente
Não conhecerá derrapagem
Será sempre evidente
Nunca miragem!
Sonhava assim, em torrente
Sonho a parecer selvagem
Sentia um anjo contente
Sem ver a sua imagem
Por sua interferência, naturalmente,
Me senti sacudido por uma aragem
Aconteceu de repente,
Viajar no vácuo sem pilotagem
Me senti livre, sorridente,
Sorridente sem triagem
Me senti, noutra Galáxia, estridente
Sem querer saber tempos, senti coragem,
Pousei à vista duma mulher atraente,
Nem imaginei como se dera a dobragem
A mulher no seu vestido branco e fosforescente,
Mágica imagem!
Meu coração vibrou docemente,
Meus olhos brilharam numa viragem
A imagem doce da linda mulher era permanente
Nossos olhares se cruzaram, como em romagem
Acordei contente,
Contentamento que redundou em clivagem,
Quando ouvi uma voz abrangente
Era a do anjo com a mulher, beleza de atraente roupagem,
Suspirei, penitente,
A rainha dos meus sonhos ficou sendo da minha linhagem
Amor saliente,
Saliente e permanente!


Daniel Costa


AO LEITOR RECOMENDA-SE ABRIR O LINK PARA TER ACESSO A UMA PASSAGEM DO ESCRITOR DANIEL COSTA, EM 16/04/2013 PELA TELEVISÃO. CONVIDO-O POIS A VER O QUE FOI UM AVC, DE ESTREMA GRAVIDADE QUE ULTRASSEI.


 
   


sábado, 11 de maio de 2013

POEMA AMOR DE CHUVA OUTONAL



AMOR DE CHUVA OUTONAL


Parecia vitral
Movida como prece, a chuva caia
Amor de chuva Outonal
Era assim que fluía
Como devoção em catedral
Se via cair noite e dia!
A via como teatral
Sonhando revivia
Amor de chuva Outonal
O meu anjo guardião sorria
Como se estivesse em arraial.
Escutando o som da melodia
Eu dormia sorridente como em festival
Onde o fogo-de-artifício saía
Amor de chuva Outonal
Ali em artifício sairia,
Na vertical,
Me elevando, me iluminaria,
Para em outra Galáxia a voar, genial!
Grande espaço conheceria,
Amor de chuva Outonal!
Me pareceu sem comando, ânsia havia!
Num dado momento, sazonal,
Me apaziguaria
Com uma visão a parecer celestial
Parara junto de uma iguaria,
Amor de chuva Outonal
Na figura de linda mulher, que amor irradia
Meu olhar faiscava, gravitacional
A bonita mulher, o meu coração tocaria
A vista do mar, os destroços, me parecera via promocional
A seta, de qual cupido, me atingiria,
Amor De chuva Outonal
Mirei ainda a rocha calcária, que me prendia,
Onde a mulher já estava a posar, elegendo um palco medieval
Enlevado, acordaria
O que era natural!
Senti um calafrio, tremia!
Amor de chuva Outonal
O anjo se moveu, eu sem aquele amor não ficaria!
 Amor de chuva Outonal!


Daniel Costa

AO LEITOR RECOMENDA-SE ABRIR O LINK PARA TER ACESSO A UMA PASSAGEM DO ESCRITOR DANIEL COSTA, EM 16/04/2013 PELA TELEVISÃO. CONVIDO-O POIS A VER O QUE FOI UM AVC, DE ESTREMA GRAVIDADE QUE ULTRASSEI.

 

  
 



quinta-feira, 9 de maio de 2013

POEMA AMOR INDIGENA


 


AMOR INDIGENA
Flor como açucena,
De despreconceito
Amor indígena
Amor de efeito
Amor que se alia
Miscigenação, o Brasil mais perfeito
Se criou a mulher cafuza na maior arena,
De amor a preceito
Assim sonhava eu com uma melena
O anjo perfeito
Sentiu o sonho como cena
Imagina dos ameríndios o que foi feito!
Dos índios “tabajaras” a “potiguaras”, ena!
Que na Paraíba tinham seu leito!
O anjo queria muito saber, valia e pena!
Pensou noutra galáxia, afeito
Me transformou de alienígena
Sem saber como, me senti sobrevoar a preceito
Mágico sem antena
Na imensidão, noutro conceito!
Em determinada verbena
De interferências nada conhecia de jeito
Me senti parar, sem cantilena
O meu languido olhar, produziu efeito
Então deparei com uma mulher morena
Senti arfar o peito
 Meus olhos, chisparam uma luz serena
Olhava uma índia, de amor de respeito
Parecia ter viajado no tempo em novena
A índia era linda, eu já afeito
Soluçava como uma Madalena
Quando já esfregava os olhos no meu leito
Quando uma voz sincera
Soava no além, parecia penetrar pelo parapeito
A índia donzela, quimera já não era
Com seu amor me deleito
Amor indígena!
Para amar a índia deusa, pelo anjo fui eleito! 

Daniel Costa

 
 

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