quinta-feira, 7 de maio de 2009

poema

Ida de Luanda para o Tari, a cerca de 30 quilómetros de Nanbuangongo. O militar do centro é o administrador do blogue.

Com o nome do poema foi aberto um blogue para o "ESQUADRÃO 297 EM ANGOLA", tendo sido publicado em em capítulos no "Jornal da Amadora" (sobretudo para os meus amigos basileiros, que não saibam, a cidade da Amadora é periférica da Lisboa), foi oferecido a várias editoras, como não resultou, altero o nome, para "Amor na Guerra" e ajeitarei a redacção.
Os créditos são devidos ao meu diário, escrito em Angola, no próprio cenário vivido.

AMOR NA GUERRA

Amor na guerra
Vivendo o conflito
A paz que se desterra
A ternura no dito
Equacionar amor em guerra
Poderá parecer esquisito
Porém momentos de paz
Esperam do infinito
A ternura virá por correio
Arma do bendito
Amor de guerra
Horas da individualidade
Pensa-se no direito à vida
Escreve-se com saudade
O conflito nem sempre dura
Lá longe, muito longe
Chegará a hora da candura
Na guerra pode sorrir-se
Vislumbrando a ternura
Enquanto se luta
Procura-se a honra com bravura
Pensar no amor
Jamais será loucura

Daniel Costa

16 comentários:

Angela Guedes disse...

Oi Daniel!!!
É com gosto que aplaudo seu poema.
Guerra é guerra.
QUEM SABE UM DIA TUDO ISSO
VAI ACABAR ...
Beijos.
Angela

Marta Vasil disse...

Daniel

Parece pelo seu belo poema, de cariz real, que um soldado é capaz de "parar" de vez em quando a guerra para respirar fragmentos de paz, de ternura e de amor. Será que são estes "intervalos" que mantém os soldados vivos e sobreviventes aos horrores da guerra?

Foi um prazer muito grande ler este seu poema, certamente, muito vivo dentro de si.

Beijinho

MV

Val Du disse...

Ah!, o amor é coisa muito boa.
A guerra é um desequilíbrio, mas amar vale a pena... sempre.

Beijos.

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Boa Tarde, Daniel:
Mais um lindo poema muito ritmado em que você narra as suas memórias. Guerra e amor neste poema combinam e são lindos. Como é bom para quem está na guerra receber uma carta de amor.
Lindo!
Beijos, amigo, te aguardo no Feminina,
Renata

Mariazita disse...

Um lindo poema que traz recordações de tempos nem sempre bons - guerra é sempre guerra - mas nos lembra que o Amor cabe sempre em qualquer lugar e nas mais variadas circunstâncias.
Obrigada, querido amigo, por partilhares connosco as tuas recordações.

Beijinhos
Mariazita
LÍRIOS DO MACUÁ

mariam disse...

Daniel,

belo poema! bonita homenagem a esses valorosos Homens, o Daniel incluso :)

um abraço amigo e um sorriso :)
mariam

Bandys disse...

Oi Daniel,

Mesmo na guerra pensasse na paz no amor. E acho que são nesses momentos que o homem re renova e vai"a luta".
Te desejo um fds de muita alegria e amor

beijos

SAM disse...

Daniel, emocionei-me... Só o amigo para escrever sobre algo tão terrível - a guerra - conjugando ternura e amor. Lindo!!! Acho mesmo que estes sentimentos nestas épocas são mais aflorados e valorizados pelo desejo da paz e fraternidade. Quanto mais guerras, mais clamamos amor.

Grande beijo, amigo

mundo azul disse...

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Guerra é uma coisa muito triste...Mas, o seu poema é bonito, muito bonito!


Beijos de luz e o meu carinho!

ps...incrível, você de uniforme militar...

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Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Daniel:
Vá amanhã ao Feminina pegar os selos personalizados do Feminina e do Galeria.
Beijos,
Renata

Laura disse...

Moço, como vivi lá, em Launda, fui Madrinha de guerra de muitos de vós, muits cartas de ânimo, escrevi, a soldados conhecidos e desconhecidos. Um até ficou lá, era o Luis, o rapaz do anel, aquele nos começo do resteas, Ao Luis, o rapaz do anel, que era meu apaixonado, lutou durante meses e anos para que aceitasse o pedido de namoro dele, como não gostava dele, mas que raio de esquisita sou e era...e como não aceitava, pediu-me que fosse madrinha de guerra quando foi para a mata de onde não voltou. Uma mina que o Unimog pisou... Morreram 9 e ele era o radiotelegrafista, ficou ali para sempre!...Tive tanta pena, mas que raio de vida no mato, e que raio de guerra para os jovens daqui que foram para lá combater, daqui ou de lá, que importa, mas, isso não devia ter acontecido..
Houve amores que resistiram à guerra, outros não! Casamentos aqui desfeitos e refeitos d enovo, lá, filhos abandonados, enfim...tudo o que fez a guerra.
Um beijinho da laura..

jo ra tone disse...

Guerra
Por causa de um palmo de terra.
Que não era nossa
Só de loucos.
Não tem culpa Daniel,
Mas quem a alimentou, é que deveria ter sido carne para canhão.
Abraço

Ana Martins disse...

Maravilhoso, escrever poesia em tempo de guerra, não será para todos!

Gostei muito!!!!!!

Beijinhos,
Ana Martins

o¤° SORRISO °¤o disse...

Oi Daniel.

Mesmo na guerra, pensar no amor é sempre um momento de candura.

Lindo poema sobre um tema tão triste e que você transformou em algo tão sublime. Lindo!!!


É isso aí: se com um nome não deu certo, muda o nome e faz umas alterações. Garanto que agora vai! :-)

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“Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães.”

Ditado judaico





♥.·:*¨¨*:·.♥ Beijos mil! :-) ♥.·:*¨¨*:·.♥




http://brincandocomarte.blogspot.com/

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Lethéia disse...

Lindooo..o poema..forte..eu gosto..bjs

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Daniel, vc acabou de ir ao Feminina e não foi ao Galeria em que postei hj, Vá amnhã, se der.
Beijos,
Renata