quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

POEMA COLECCIONANDO ILUSÕES


 
COLECIONANDO ILUSÕES

Óperas nas várias versões
Olhando decotes generosos
Colecionando ilusões
Olhares operosos
 Deliciosas conclusões
 Deveras maneirosos
 Ideadores de difusões
Carácter de venturosos
Colecionar de tudo, mais ilusões
Em mundos generosos
Decotes de variadas versões
Catálogos de suspirosos
Pensamentos em ascensões
Meditares honrosos
Reuniões em sessões
Espirituais, airosos
Colecionando ilusões
Óticas de transmissões!

Daniel Costa

 
https://www.youtube.com/watch?v=_g7Yr52t12w

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

POEMA DIVINA ARTE DE IMPRIMISSÃO


 

DIVINA ARTE DE IMPRIMISSÃO

Futura e eterna, previsão,
Veio da Alemanha, de Mogúncia
Divina arte de imprimissão
Que no mundo, para sempre, terá influência
Caracteres móveis, a dar expressão
Johannes Gutenberg com eficiência,
Inventou como se fora missão
Resultou um novo mundo de clarividência
Então; as artes gráficas ficaram profissão
Olhai, mesmo no mundo moderno em evidência,
Eis o que resultou do gesto do alemão,
Da variada convergência
Depois dos caracteres, a readmissão
 A necessidade de muitas cópias providência,
Foi o princípio, depois a eterna sucessão
Para sempre, se criou a pendência
Para melhor afirmar… A ilustração
No caminho, infinita saliência,
Passando pela televisão,
Temos agora a Internet, por excelência
Tudo se baseia, saiba então:
- Tudo partiu de Gutenberg, da sua eloquência,
Da sua, divina arte de imprimissão!

Daniel Costa
 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

POEMA PORTAS DE BENFICA




PORTAS DE BENFICA 

Carecerá de hermenêutica
Quiçá, de outra ciência
Corredor das Portas de Benfica
Símbolo sem reticência,
Da freguesia, como se verifica
Grafia de competência
Da zona ocidental, cartográfica,
De Lisboa abrangência
Das vinte e seis entradas, a dinâmica,
Qualificou só uma, a consagrou com ardência
Corredor das Portas de Benfica
Das alfândegas padrão de adjacência
Capital verde e odorífica
Vendo por perto, sem abstinência
 Quinta da Granja - Estratifica
De variegadas tradições, eloquência
De séculos e povos, geopolítica
 Marcaram a sua permanência
Em visão vivencial e analítica
Bom horizonte visual e climático, em potência
Corredor das Portas de Benfica!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

POEMA, SOL A CAPA DOS POBRES





SOL, A CAPA DOS POBRES 

Como poeta muito encobres
Evocando a tua história
Sol, a capa dos pobres
O dito, ficou na memória,
Encorajamento, de nobres
De boas intenções – Protetoria
Calas, pensas e descobres
Não teres promissória
Com querer, eleges teus timbres
Conduta de salutar mestria
De futuro, alfobres
 Vigor de amor e caloria
Olhando o passado, com vislumbres
De labutas, em caminhos de regedoria,
 Sabedoria de palácios, não de casebres
Sol, a capa dos pobres
Outro agasalho, seria luxo de febres!

Daniel Costa

"https://www.youtube.com/embed/GdMzIovAuBg"

 
 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

POEMA FLOR DA MARESIA


 
FLOR DA MARESIA

Do mar cortesia
Do luar desejo
Flor da maresia
Rebentação de murmurejo
Odor de travessia
Fragrância de cortejo
Jardim da falésia
Flores de solfejo
Murmúrios de poesia
Do amor arejo
Dos sentidos anestesia
Brindando todo o brejo
Vidas de burguesia
Entrai no cortejo
De toda a freguesia
Beneficiando do ensejo
Marés de catarsia
Sentimentos de lampejo
Do amar fantasia
Frescura de latejo
Flor da maresia! 

Daniel Costa


"https://www.youtube.com/embed/TBtNwtBQAUQ"

Em 1988, pela voz, de Tristão da Silva, ouvi a canção ao vivo, cinema da Voz do Operário (frente ao mosteiro de S. Vicente Fora, padroeiro de Lisboa). Apesar do locutor, ao apresentar o artista dizer: "que Tristão da Silva nunca de canse de subir a Calçada da Glória", seria a última vez que ouvi o artista em vida. Como o tinha conhecido, pessoalmente, posso afirmar bastante novo.
 

 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

POEMA ANJO DE SEDUÇÃO




ANJO DE SEDUÇÃO
 
Multiplicai-vos!... Foi de Deus a solução
A Quem; devemos essa vitória
Depois nomeou um anjo de sedução
Deus de amor, de perdão e glória,
Conferindo à mulher a atribuição,
A benesse, da escapatória
De atrair o homem, para a união
Para a palma, a parecer oratória,
Pendor para objectivar a reprodução
Tenhamos isso na memória
O côncavo e o convexo, são evolução
Da sociedade, dos anais da história
Humana cultura, infinitamente em construção
Do alargamento … Promissória
 O homem a depender do desejo da prossecução
Entre o bem e mal da trajetória
O anjo é apenas curador de indução
A mulher tem o poder de atrair, em teoria,
Será apenas serpente de atração
Anjo de amor, anjo de protetoria
 Anjo de sedução!

Daniel Costa
 
"https://www.youtube.com/embed/KntKPfAq3j0"

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

POEMA FRENTE AO MAR

 
FRENTE AO MAR

Viver é remar
 A favor da maré
Frente ao mar
Ver nele a grande gare
A plataforma de acalmia
Imagine-se a praia do Jacaré
Som de bolero, a animar
Ao pôr sol no hectare
Mordomia aprumar
Até que a euforia pare,
Para a vida aromar
Consciente, no cabaré
De fronte declamar
Qual círio da Nazaré
Junto, à praia a espumar
Bem remar, para nós é…
Frente ao mar
A vida sem trato de polé
Rememos frente ao mar! 

Daniel Costa

domingo, 1 de fevereiro de 2015

POEMA AMOR DA ALDEIA




AMOR DA ALDEIA

Sorriso de sereia
Abarcando o Bantustão
Amor da aldeia
Da marítima região
Onde o amor incendia,
Brilha o feliz mocetão
O mar enrola na areia
Povo cristão
Na beira-mar vagueia
Em jeito de arrastão
O amor encandeia,
Como flor em botão
Ditosa ameia,
Airoso foguetão,
Noites de lua cheia,
Luar de Verão
Deusa medeia,
A salpicar o coração
Perversa enxameia,
Ensaiando a sugestão
Despertando a veia,
Amor de vistão
Amor da aldeia

Daniel Costa
 
https://www.youtube.com/embed/VWBhgoK-w2Y"