A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sexta-feira, 29 de abril de 2011

POEMA O ENFORCADO


O ENFORCADO

Vou contar um segredo danado
A cores e ao “vivo”, há coisas que se detém
Precisamente há cerca de sessenta anos vi um enforcado
Tratava-se do Elias que tanto o apregoara
Que já ninguém acreditava no desgramado!
Um dia aconteceu, Deus meu!...
A notícia correu célere, entre o rapazio
O Elias não podia ter ganho o Céu
Por vontade própria estava dependurado
Pendia do barrote do seu palheiro ao léu
Depressa, no intervalo das aulas
O rapazio, na sua inocência para ali correu
O Elias ali dependurado
Era no último dos anos quarenta
Ainda não chegara a autoridade para o dar como acabado
Ali só, baloiçava como pendente do céu
Sem ao menos o corpo ser guardado
Por algum agente da autoridade
Era naquele tempo danado!
E o Elias, já idoso, toda a vida dissera
Que poria termo à vida, por ele próprio seria mal amado?
Ditara tanto essas palavras que já todos achavam quimera
Um dia, como o dizia, apareceu suicidado
Se lermos e acompanharmos os signos desta era
Por vezes aparece-nos: “regido pelo enforcado”!
Andava na escola
Nunca esqueci o Elias, o danado

Daniel Costa


13 comentários:

lita duarte disse...

Coisas da vida, estranheza...

Quando alguém se mata, é sempre doloroso,parece desespero, uns dizem que é covardia outros dizem que é coragem demais. Penso que não nada disso, é uma outra coisa.

Um beijo para ti, Daniel.

Everson Russo disse...

Sempre estranho quando alguem coloca fim a propria vida,,,intenso e tenso...abraços fraternos de bom final de semana pra ti amigo..

Desnuda disse...

Querido amigo,


Que tristeza! Que tragédia!


Beijos com carinho amigo.

Carmem disse...

Dani, que triste.
Ai nunca quero ver isso.

Bjao.

Evanir disse...

Amigo querido.
Dar cabo na vida é doloroso demais
ja vi muitas senas dessa quando trabalhava em hospital.
Creia a enfermagem se sentia mal quando isso acontecia .
E triste foi para mim arrumar um corpo sem vida de um amigo de infancia.
beijos amigo querido,Evanir,,
www.aviagem1.blogspot.com

www.fonte-amor.zip.net

xistosa - (josé torres) disse...

E numa tarde de brincadeira na rua (era o local onde todos brincávamos há cinquenta e muitos anos), uma miúda com mais ou menos 5 anos chamar a mãe e pedir-lhe um copo d'água. A mãe foi a casa buscar a água, ela começa a beber e diz:
- Mãe vou morrer.
Caiu morta uns segundos depois...
Nessa altura o morrer era talvez... ir dormir, mudar de casa, não sei.
Sei que nunca mais esqueço que a morte começa de pequenino.
Até sinto um aperto no coração.

Um abração e bom fim de semana.

Everson Russo disse...

Um belissimo sabado pra ti meu amigo,,,abraços fraternos...

Drika disse...

Olá meu querido amigo...
Que triste esse destino que ele próprio lhe impôs. Lembrei da história de Judas.

Um bom fim de semana, Daniel... bj no coração!

angela disse...

Um poema sem julgamento que conta do espanto, da incompreensão do ato.
Gostei
beijos

Magia da Inês disse...

♫° ·.Amigo!
✿♥
Sabe o que eu acho? Elias não era um danado... só um pobre coitado!...

Um lindo fim de semana!
Beijinhos.
Minas°º♫
°º✿
º° ✿♥ ♫° ·.

xistosa - (josé torres) disse...

Uma coisa que não escrevi.
Vivi em Castelo Branco, perto da zona onde há maior número de suicídios (Portalegre), penso eu.
Diziam que era o vento Suão..., mas antes de ali chegar já tinha atravessado o Algarve.
Vá-se lá saber.
Vi a minha mãe morrer aos 5 anos.
Ainda hoje me interrogo o que seria a morte naquela idade.
Mas quem se enforca é duma coragem...
Tenho a certeza que não o conseguia, pelo menos nas situações porque passei.
Um bom domingo.

Marta disse...

Nunca se sabe e diz-se tanta coisa...
A verdade só a sabe quem toma essa decisão...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

Sandra Botelho disse...

Tem um selinho lá no meu blog pra ti...Amaria ver ele aqui no teu cantinho.Meus 500 seguidores, quero dividir minha alegria com vcs.
beijos achocolatados