sexta-feira, 3 de junho de 2011

POEMA CONCHINHAS



AS CONCHINHAS

Ainda não havia chegado a televisão
Jogos e computadores, evidentemente não
Jogava-se a concha, o berlinde, o pião
Improvisado aparecia o jogo da semana
Com oito casas, riscava-se no chão
Os batos feitos de pedaços de caco
Arredondados na cantaria do vão
Jogava-se, para apurar o campeão
Era a vida, a da pequenada, a da ilusão
Para jogos não havia inventos, havia tempos
A professora dizia as fúrias, conforme os ventos
Todos tinham, para jogar, seus instrumentos,
Verdadeiros tesouros de inventos
Escasseavam nos bolsos as conchinhas
A jogar numa nóquinha, como se dizia então
Davam à costa e abundavam na Praia da Consolação
Acabadas as aulas, estava a começar o Verão
Tudo se muniu e a professora lá levou o pelotão
Cada qual apanhava o seu tesouro, o seu quinhão
Tudo mudou, já não há conchinhas
Pena, porque estavam ali uns diamantes
A preencher os bornais das ilusões de então
Do jogo das conchinhas poucos se lembrarão
Mas lá está o extenso areal
Qual cosmopolita Copacabana de Portugal
Representando a Praia da Consolação
Ligando a da cidade de Peniche medieval

Daniel Costa

14 comentários:

Desnuda disse...

Querido amigo,

Um poema maravilhoso que marca, em versos, uma bela história de belas lembranças. Fico com uma linda imagem pincelada por este poema.

Beijos com carinho e ótimo fim de semana, Daniel!

lita duarte disse...

Que lindo, Daniel.

Beijos.

Vanuza Pantaleão disse...

Bom final de semana aí, meu Poeta do Coração!
Esse poema é um achado, Daniel, pois resgata a inocência do passado. Não joguei conchinhas, mas minha saudosa avó jogava pedrinhas com os netinhos. Que delícia! Nunca vi nada igual na minha vida. Olha, eu não sei porque complicam as coisas simples da vida. Acredito que seja o fator comercial, o modismo, a propaganda feroz em cima das massas, Aí, né, muita gente embarca nessa canoa furada e, resultado: a solidão e a distância entr pais e filhos aumenta mais e mais. Falei demais [risos].
Daniel, mil beijinhos no seu coração!!!

Bandys disse...

Olá Daniel,
Que lindo!Era outros tempos neh..a criançada hoje ja nascem no mundo cibernetico.
A imagem eta muito fofa.
Parabéns.

Um feliz sábado cheio de emoções e felicidades como na infancia.

beijos

Ma Ferreira disse...

Lindo poema...saudade da minha infancia..ond tudo era tão mais leve..
parabéns, mais uma vez!

Ma Ferreira

Everson Russo disse...

Lindo poema meu amigo, realmente,,,tudo mudou,,hoje, nem conchinhas mais achamos...será que nosssas historis estão se perdendo,,,abraços fraternos de bom sabado pra ti.

Carmem disse...

Dani, que bonito!!

Beijocas.

Sonhadora disse...

Meu querido Poeta

Em cada poema se lê uma história de vida, contada em belas e sincronizadas palavras, adoro ler e deixo um beijinho.

Sonhadora

Maria disse...

Amigo Daniel um poema lindissimo que me transportou para outros tempos.
Tenha um bom domingo
Beijinhos
Maria

Ma Ferreira disse...

Queri amigo..
Obrigada pelos comentários em meu blog. Vc, sempre gentil e com belas palavars.
Um bom domingo a vc!
bj
Ma

Everson Russo disse...

Uma bela semana pra ti meu amigo,,,abraços fraternos.

Olhos de mel disse...

Lindo poema Daniel! Nessa época as crianças eram mais saudaveis e não pulavam etapas da vida.
Boa semana! Beijos

angela disse...

Outros tempos. Bons tempos!
beijos

Pensador disse...

Deu saudades da minha infância...

Abraçso!