segunda-feira, 13 de junho de 2011

POEMA MEU OESTE NATAL



MEU OESTE NATAL

Foram vinte anos, os que vivi
Naquela casa construída
Em mil nove trinta e quatro
Mesmo quarto em que nasci
Foi-me me agora designado, por dias,
Adorei!... Dele parti
Rumo ao Bombarral
Visitar, numa escola, um irmão
Desci ao casal do Urmal
Confraternizei com o enciclopédico
Velho amigo António Elias
Recordámos! Não fez mal
Um outro dia!... Peniche
Sempre observando a cidade
A velha ilha de pescadores, por sinal
Cabo Carvoeiro
Mais a Escada de Pilatos
Descendo ao mar, por entre pedraria
Trabalhada pelas marés
Defronta, o rugido do mar afinal
Numa admirável demonstração
Insana do trabalho da natureza
Requer um olhar de admiração,
Sem leveza
E a Nau dos Corvos?
Do mesmo nome ali está
Na ponta do Cabo o restaurante
Encimado do inesquecível mirante!...
Frente à Berlenga
Visão de outro mundo
Imenso Éden, figurino de beleza
Proporciona, a mãe natureza
Sempre pela marginal
Passei pelo Baleal
De novo, o avistar dum mundo
Parecia irreal
A Berlenga de novo, ali à mão
Alguém disse: a ilha parece perto
Temos chuva por certo!
À noite muito trovejou
Seguiu-se uma bátega de água
Não, é realmente profecia
A marcação dos tempos
Mentalmente, funcionando
Na varanda da minha lisboeta casa
Quer seja noite, ou dia.

Daniel Costa

18 comentários:

xistosa - (josé torres) disse...

Nunca mais voltarei ao início.
Nem a casa onde nasci existe.
Ergueram um prédio e até este já foi demolido.
É o Urbanismo deste país.
Era uma casa de cave, r/chão e andar, (2 habitações).
Depois teve três andares e um recuado e eram 8 habitações.
Depois... os especuladores... aqueles que em quase todas as câmaras do país, vendem o NOSSO território a construtores sem escrúpulos, acolitados de benesses nos Urbanismos...
Melhor seja calar-me.
Bom regressar ás raizes, mesmo por fugazes momentos.

Um abração.

Esqueci-me de dizer que o Cavaco chamou o "chefão" do maior partido, o da "Abstenção".
Não sei como me candidatar, mas está na hora de agarrar uma teta e mamar... antes que sequem tudo!!!

mundo azul disse...

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...é tão bom recordar, voltar aos lugares da infância...

Que fotos bonitas! É um privilégio ter nascido em meio a essa beleza...


Beijos de luz e o meu carinho!

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Desnuda disse...

Querido amigo,

Sou admiradora das suas lembranças poéticas! Obrigada pelas partilhas que me fazem imaginar e sentir toda a beleza emotiva dos seus poemas.


Beijos com carinho e linda semana, Daniel!

Marcia disse...

Que encantador poeta amigo!!
vim deixar o meu carinho!

Débora Andrade disse...

Que delícia de poema!
Você é a personificação do talento, Daniel.

Aquele abraço amigo, e a minha admiração.
Débora.

P.S.: Convido você a visitar esse blog, é de uma guria, bastante talentosa, diga-se de passagem, está começando no mundo literário e claro, é sempre bom que tenha o nosso apoio, a nossa solidariedade na blogosfera. http://comoeusouaqui.blogspot.com/

Obrigada.

Ana Martins disse...

Vivências na memória do tempo Daniel!

Gostei.

Beijinho,
Ana Martins

Ma Ferreira disse...

Poeta, amigo, Daniel..

Como é bom ter boas lembranças. Nos faz viver de novo!

Um grande abraço, com admiração a este grande homem e poeta!

bj

Ma Ferreira

Jacque disse...

Lindo Poema ! E Lindo lugar, Daniel !

Beijo

Everson Russo disse...

Meu amigo, essas lembranças alimentam a alma, nos remetem aos momentos da vida que ficaram gravados na memória, na alma e no coração, são desenhos que jamais sairão das nossas retinas...abraços fraternos de bom dia pra ti.

Marta disse...

É sempre bom voltar a casa....
Recordar a infância, ver o que mudou na paisagem..Ás vezes, é uma desilusão...mas fica sempre vivo na nossa memória...
Fotos lindas....
Beijos e abraços
Marta

Fernanda disse...

Amigo Daniel!

As fotos são encantadoras. Provocaram uma grade vontade de lá voltar. Deu saudade mesmo.

Ao ler o poema a saudade aumentou. Peniche, as Berlengas, o Oeste de Portugal, a tua terra Natal, que maravilha.

O nosso país é mesmo lindo.

Parabéns e obrigada por me lembrares este pedacinho lindo do nosso país.

Beijinhos

MARILENE disse...

Que descrição linda você fez. Acompanhei virtualmente sua viagem, mesmo nada conhecendo do local.

Bjs.

Everson Russo disse...

Um belo dia pra ti meu amigo,,,abraços fraternos...

Mariazita disse...

Olá, Daniel
Muito lindo o teu passeio em forma de poema.
O nosso país pode não ter mais nada que se aproveite:))), mas tem paisagens lindíssimas. Toda a orla marítima é de enorme beleza.
E é tão bom revisitar os lugares que conhecemos quando mais novos!
Quando (agora raramente) vou à Figueira passo sempre em frente à casa onde nasci. Faço-o sempre com emoção...

Boa semana. Beijinhos

Bete M. Silva disse...

Que bom recordar.

Um abraço.

Everson Russo disse...

Um belo dia de poesia pra ti meu amigo...abraços fraternos.

Evanir disse...

Você é um dos anjos amigos que enchem de bençãos meus Dias.
Meus anjos virtual que me ensinam a voar
e mostram onde vou pousar na minha realidade.
Com essa força que recebo tenho certeza
Em breve só terei benção para contar
com o carinho estimulo e aconchego
que recebo.
Por isso eu agradeço essa amizade
que faze
meus dias serem melhores e mais bonito.
beijos no coração,,Evanir.

Pensador disse...

Maravilhosas as fotos.
Melhor ainda, o poema, e as atividades que ele descreve.
É sempre bom relembrarmos os bonsmomentos do passado. In loco, melhor ainda.
Abraços, Daniel!