sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

poema

GRANDES CIDADES

Grandes cidades
Mundos de vaidades
Mundos de leis
Esses traços banais
A que só atentam os leais.
Para os demais
Mais os tais
Essas são irreais.
Grandes cidades
Berços de "Beatles",
De "Hippies" e siderais
Usando trajos de florinhas
Pelas suas cores infernais
Escandalizam cidadãos nomais.
Grandes cidades
Mundos de actos pouco formais
Berços de homens loucos?
Apregoando estados abismais
Preconizando o retrocesso
À época dos avós dos nossos pais.
Grandes cidades
Da era lunar
Onde reina a poluição
Se representa a confusão
Se criou o "Cristo Sperstar".
Por fim a globalização
Haverá mais que inventar?


Miguel Foz (pseudónimo de Daniel Costa), publicado em 10/02/1973. no extinto "Jornal do Oeste" de Rio Maior, com um pequeno arranjo.

16 comentários:

VANUZA PANTALEÃO/OBRA LITERÁRIA disse...

Bravo, Daniel!
Teu Poema traduz com perfeição os monstrengos em que se transfomaram as cidades e, de preferência, as metrópoles e megalópoles.
Se há o que mais inventar? Há, sempre há uma mente doentia para nos impor seus modismos completamente dispensáveis, mas nada a ver com os supérfluos de antigamente, tão simplórios e carregados de sentimentos.
Excelente final de semana, amigo!!!Bjs

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Daniel:
O seu poema é o fiel retrato de todas as metrópoles que conheci no Brasil e pelo mundo.
Gostei muito.
Um beijo e parabéns, Poeta!
Renata
PS:
Se quiser, dê uma passadinh nos meus cantinhos amanhã. Há novidades.

Ana Martins disse...

Caro Daniel,
excelente poema!
Belíssima descrição das grandes cidades, onde tudo é correria,e a poluição nos sofoca todos os dias.

Beijinhos e bom fim de semana,
Ana Martins

Sonia Schmorantz disse...

Um lindo final de semana para ti e mais uma vez agradeço os comentários que tens feito no meu espaço, eles contribuem muito para que possa melhorar sempre mais.
Um abraço

ANA DINIZ disse...

Grandes cidades, grandes loucuras, amplidão diversa, caldeirão de surpresas. Concreto e argamassa, sufoco da natureza, pássaros sem ninhos, seres desalojados, desabrigados, ladrões e prostitutas. Poluições, poluentes, bronquite, asma, tosse... Assalto, arma, drogas... Homens encapuzados, poetas nas praças, igrejas, templos e centros, ruas, culturas.

É isso q vi. Q Deus abençoe as grandes cidades.

Beijos, Daniel.

Val Du disse...

Oi, Daniel.

Loucuras de sempre nas grandes cidades por todos os lugares.

Bom final de semana.

Beijos.

Bill Stein Husenbar disse...

Amigo Daniel,

É caso para dizer "grande reliquia".

Todas as metrópeles sao assim amigo.

Retrato fiél.
http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

Marta Vasil disse...

de cidade em cidade vão mudando as fragrâncias, mas os (des)perfumes são os mesmos.
Inventar? Inventar o progresso, sim, o progresso em que nos deixem ser pássaros livres a voar em campos limpos de tanta "sujidade"

Um abraço

FERNANDA & ASTROLOGIA disse...

Querido Daniel, passei ontem por aqui, li e gostei, não deixei comentário, não faço a menor ideia porquê???
Adorei o teu poema, desejo-te um belo Domingo... Deixo-te um grande abraço de carinho,
Fernandinha

o¤° SORRISO °¤o disse...

Oi Daniel.

Grandes cidades, grandes problemas. E esse é o progresso! :-)

********


Para pensar:

"O medo aprisiona, a fé liberta;
o medo paralisa, a fé dá poder;
o medo desanima, a fé encoraja;
o medo debilita, a fé cura;
o medo torna inútil, a fé torna útil."

Harry Emerson Fosdick


ÓTIMO FIM DE SEMANA PARA VOCÊ!!!

♥.·:*¨¨*:·.♥ Beijos mil! :-) ♥.·:*¨¨*:·.♥

Marta disse...

Bom poema - perdem-se as caracteristicas das cidades - as cidades de betão, sem beleza...
Obrigada pela visita...
Beijos e abraços
Marta

Sonia Schmorantz disse...

Talvez a nova semana tenha dificuldades, ainda assim haverá alegrias...
Talvez a nova semana tenha preocupações, ainda assim haverá soluções...
Talvez a nova semana traga alguns atritos, ainda assim trará o desafio do aprendizado do convívio...
Talvez não seja exatamente como a queremos, mas podemos nos surpreender e alegrar com o que nos trará.
Tomemos a nova semana com disposição de vivê-la do melhor jeito, de abraçar a parte feliz e de aprender com o que contrariar a nossa expectativa.
Tenhamos boa vontade com a nova semana e um sentimento de profunda gratidão à vida.
Um abraço

Val Du disse...

Oiiii.
Passe no meu blog; tenho algo para você.

Beijos

Carla disse...

muito bom o teu poema...um retrato fiél de inumanização (nem sei se a palavra existe!) das grandes metrópoles
beijos e boa semana

Deusa Odoyá disse...

Olá mewu novo amigo Daniel.
Vim através de amigos, conhecer seu cantinho.
Adorei.
Uma super real realidade das grandes metrópolis.
Uma semana abençoada por deus.
beijinhos doce.
Sua nova amiga do lado de cá.
Regina Coeli.

Apareça em meu cantinho.

Tais Luso de Carvalho disse...

Daniel:

Nada mudará: o rio seguirá seu curso encontrando o mundo das vaidades, do egoísmo, da hipocrisia, da dissimulação, da prepotência, da arrogância... Certo que, como contraponto, encontraremos no mesmo rio alguns desvios que o levarão a desembocar na ternura, no amor, na solidariedade, na amizade e na verdade. Graças a estes desvios que este mundo em que falas, ainda sobrevive.

Muito obrigada pelos teus comentários em meus blogs, sempre bem-vindos.
Um grande abraço e parabéns pelos belos poemas.
Tais