A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sábado, 18 de abril de 2009

poema




QUINTAL DAS ACÁCIAS

Longe o matagal
Havia duas avantajadas acácias
Estavam mesmo ali no quintal
Por miríades de flores
A inveja terá sido o mal
Cortou-as o machado
Tinha acabado uma festa
À Senhora do Rosário por sinal
Teria quatro anos
Lembro-me das amarelas cores
Não há enganos
Acabaram mesmo as flores
No quintal
Havia outras Árvores
Outros odores
Plantaram-se mais figueiras senhores
A mirífica paisagem
Da cozinha lembrava amores
Sem enfrentar um queixume
Assassinaram as amarelas flores
Não era o acacial
Da costa a sul, fixando areias
No imediato sul da capital
Eram únicas que vi na costa Oeste
Únicas de bondade alterosa afinal
Acabaram, foi pena
Vegetava ainda o Nazismo, reino do mal

Daniel Costa

14 comentários:

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Morrem acácias, o Nazismo ainda presente. Não me canso de repetir que os seus poemas são, para mim, muito bons e que os aprecio muito, amigo Daniel.
Há novidades no Feminina. Dá um pulinho lá, dá.
Um beijo,

mundo azul disse...

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...e acácias são tão lindas!

Seu texto nos faz pensar nos valores que nos rodeiam...


Beijos de luz e o meu carinho, querido amigo Daniel!

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Amigo é aquela pessoa que o tempo não apaga,
que a distância não esquece,
que a maldade não destrói.

É um sentimento que vem de longe,
que ganha lugar no seu coração
e você não substitui por nada.

É alguém que você sente presente,
mesmo quando está longe...
Que vem para o seu lado quando você está sozinho
e nunca nega um sentimento sincero.

Ser amigo não é coisa de um dia,
são atos, palavras e atitudes
que se solidificam no tempo
e não se apagam mais.
Que ficam para sempre como tudo que é feito
com o coração aberto.

Um bom domingo e uma semana cheia de amor e carinho para você e toda tua família
Um abraço do amigo
Eduardo Poisl

jo ra tone disse...

Foram então os filhos da outra senhora que"assassinaram" as Acácias.
Hoje não só as acácias, como tudo o que esteja de pé.
Refiro-me aos que mais necessitam.

Abraço

Beatriz disse...

É triste ver desaparecer paisagens que outrora enfeitavam o olhar do passante. Muitas vezes ficam só na memória aquelas frondosas árvores que nos faziam olhar para o céu de forma diferente. Tudo que era bonito de se ver e de repente não existe mais, deixa uma profunda nostalgia e uma doída saudade no nosso coração.

Lindos versos, meu amigo!

Fica uma rosa azul e um beijo no teu coração.

Roderick disse...

E a senhora, quem é?

Marta Vasil disse...

Palavras de olhar a vida entre as lembranças das acácias que podem simbolizar as recordações do que é bom e torna a vida bela e as lembranças que nos remetem para o "reino do mal"

Muito bom este poema e que renasçam as acácias.

Beijinho para si Daniel com muito carinho

Whispers disse...

Ola!
Poema intenso!

Podia dizer ate que faz pensar,não nas acácias,mas nos seres humanos.
São tantos que cortam o brilho do outro só pq não pode ver o outro brilhar.
beijos mil
Whispers

Sonia Schmorantz disse...

“Nada há de mais poderoso que uma idéia
Que chegou no tempo certo.”
Victor Hugo

Tenha uma semana maravilhosa.
Abraço

Sônia

SAM disse...

Amigo Daniel tem um selinho para voce no meu blog. Não costumo seguir regras, mas nem sempre posso fugir delas rsrs. Com todo o meu carinho está lá por merecimento. Beijos

Val Du disse...

Oi, Daniel.
Já sentia falta de passar por aqui.

Beijos.

Bandys disse...

Seus belos poemas saõ de pura reflexão. Adorei
beijos

Ana Martins disse...

Bela reflexão num passado cheio de memórias que hoje aqui partilha.

Beijinhos,
Ana Martins

angel disse...

Quem dera todos pudéssemos
ter acácias no quintal
para colorir de amarelo
as manhãs e, perfumar o ar!
Quem dera!
Quem dera ainda estendêssemos
lençóis de linho no varal
cheios de bordado singelo
que faziam sonhar e amar.
Quem dera!