terça-feira, 18 de agosto de 2009

poema






MALDADE

“Quem mal não usa
Mal não cuida”
Diz o povo e bem
Ninguém ganha com a maldade
Essa falta de sanidade
Risível a maldade
Flagelo que atravessa a sociedade
Havendo optimismo
Aprende-se sempre com o negativismo
Se ele existe fora o pessimismo
Aparece maldade
Fica a sensação
De quando em vez
Alguém não está sendo são
Aprende-se a lição
Fixa-se o favor
Diz-se não sou eu não
Assobia-se prazenteiro
Desce-se a rua
Na sonhadora madrugada
Da noite crua
Procurando um bem
Afinal arredio
Feliz de quem o detém
Amem

Daniel Costa

8 comentários:

Whispers disse...

Ola Daniel!
Realmente a maldade é algo que esta nos quatro cantos do Mundo.
Seria tão bom se o mundo não tivesse essa praga maldade.
Tem que começar em cada um de nos.por vezes ser desconfiado(a) também leva a mente a maldade.
Um beijinho
Whispers

Andresa disse...

Ola daniel....
Porque existir maldade? Porque as pessoas tendem a ser maldosas? Seria tão mais facil se todos praticassem o bem!!!!

Mas com centeza: " Ninguém ganha com a maldade
Essa falta de sanidade....."

Voce falou tudo, o maldoso é totalmente insano.

Um grande abraço
Andresa Araujo

SAM disse...

Maldade..Até o nome é feio, Daniel. E triste. E há graus na maldade que beira a insanidade. Muito tarde na vida do ouvir falar, senti na carne, na mente e na alma a devastação da maldade insana. Um belo poema de cunho social, humano e sentido.


Beijos, meu amigo.

Pensador disse...

Maldade. Infelizmente, um dos mais humanos sentimentos... Pudera ela ser banida dos dicionários e da vida.

Ana Martins disse...

"...Procurando um bem
Afinal arredio
Feliz de quem o detém
Amem"

Adorei!!!

Beijinhos,
Ana Martins

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Muito a calhar este poema sobre a "maldade", Daniel. Você é mesmo um amigo sensível. Enxerga, mas se cala, depois se expressa poeticamente. Eu lhe devo mais essa. " Ninguém ganha com a maldade
Essa falta de sanidade....."
Beijos, amigo querido,
Renata
PS: Talvez devesse por a "inveja" e o "despeito" também!

Marta disse...

Também não entendo como se pode viver assim...
Belo poema, Daniel e obrigada pela visita.
Beijos e abraços
Marta

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

A MORTE DOS AMANTES
Charles Baudelaire

Lençóis cheios de aromas delicados,
Divãs profundos como mausoléus,
Estranhas flores por sobre os estrados,
Abertas pra nós sob mais belos céus.

Já quase ao fim do seu fogo atiçado,
Nossos peitos serão dois fogaréus
Que refletirão seu facho apagado
Nas almas gêmeas, cristais sem véus.

Num místico azul, róseo entardecer,
Um singular orgasmo vamos ter,
Qual soluço de eterna despedida;

Então um Anjo vem pra abrir as portas,
E fiel, feliz, dá, devolve a vida
Aos pálidos cristais e às chamas mortas.

(Tradução de Renata Cordeiro)

Um mimo, querido.
Beijos,