sábado, 22 de agosto de 2009

poema


LISBOA DO TEJO

Anos sessenta doirados
Triunfantes
Os vadios fados
Abril “au Portugal”
Turismo a começar a dar brados
Cheguei ao meu sonhado céu
A Lisboa do meu eu
Na casa onde vim morar
Do meu quarto, avistava o Tejo
E o seu estuário benfazejo
Ali no Bairro da Graça
Rua comprida, pouca gente passava
Avistava as obras de Santa Engrácia
Descia a íngreme Calçada do Monte
De outra galáxia
Trabalho:
Rua traseira do Dona Maria
Mês em que o teatro ardia
Meus deuses!
Desgraça, no dia seguinte, via
Empresários, como D. Amélia
A Colaço!
Sentiram fracasso
A Avenida em breve subia
A larga da Liberdade
Continuadamente a descia
Parque Mayer, Café Lisboa
Sonho, não apareciam à toa
O sonho, a fantasia de um dia
Nos artistas, que via
Max, Paulo Renato, Francisco José
Tristão da Silva ou António Mourão
Mais velhos, do tempo de então
Tempo dos capilés, limonadas
Salsaparrilhas
Em baixo esplanadas
Mulheres da vida com risadas
Tudo com soda, como refresco
Saborosos, licores fora de control
De ginja, com e sem “nellas”
Dizia o espanhol
Timpanas patente registada
O eduardino
Designação desviada
Lisboa do fado vadio
O velho Alfredo Marceneiro
António dos Santos e outros
Cantavam nas baiucas ao desafio
Mais sofisticado
Amália Rodrigues
A grande voz do fado
Mais popular o da Hermínia Silva
Que perpetuou a velha “Tendinha”
Mais a velha Ginjinha Popular
“Templo” onde iniciei
Razão por lhe querer como minha
O Café Lisboa, o Parque Mayer
A velha Lisboa,
O fado, a ginjinha

Daniel Costa

7 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Para variar um pouco, só posso dizer que as suas recordações postas em versos são algo extraordinário. Vc faz poesia com qualquer coisa, qualquer tema. Parabéns, meu querido, por mais um belo poema.
Beijos e beijos,
Renata
PS: E o outro, a moça não gostou?

Desnuda disse...

Poema com adoravéis recordações em versos que voce faz magistralmente, amigo.

Grande beijo

Everson Russo disse...

Meu querido amigo, obrigdo pela importante visita ao Livro, e pelo comentario registrado,quanto ao seu poema, como é gostoso viver e recordar os bons momentos passados, aqueles que nos deixam na memoria algo de saudade, deixo aqui um forte abraço e o desejo que tenha um belissimo final de semana...

EDUARDO POISL disse...

FELICIDADE!

Quando o vento bater à sua porta,
Abra devagar,
Para deixa-lo entrar
Pense quanto de bom poderá receber,
Se estiver pronto para tal,
Mas as conquistas diárias
Estamos sempre apostando tudo
e a cada recomeço,
Percebemos, o quanto é gratificante,
Estar pôr perto de quem se gosta de verdade,
Sua simpatia,
Corresponde o momento de felicidade
e transborda de alegria
o coração de quem recebe.

(Roseli Alcântara)

Desejo toda a felicidade neste domingo.
Um grande abraço.

VANUZA PANTALEÃO disse...

Lindo!
Super legal, pois só agora é que descobri que a nossa querida Lisboa (Jardim da Europa), tem a sua "jinguinha". E nós, brasileiros, também gostamos de uma ginga, rssss.
Bela Lisboa, grande Poeta!!!

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Bom dia, Daniel
Beijos,
Renata

Everson Russo disse...

Bom dia meu querido amigo poeta, passando pra desejar alem de uma otima segunda feira, uma semana toda de paz e poesia na alma, agradecer suas palavras no Livro, sempre um prazer te lo por lá, e parabeniza lo por mais um poema belissimo à musa Renata...parabens e forte abraço.