domingo, 29 de novembro de 2009

Poema


Curitiba: Panorama da cidade brasileira




ZÉLIA


Jamais usei toga
Sonhava conhecer
Uma cultora de yoga
Ala arriba
Longe, uma elegante mulher
Estava na cidade de Curitiba
Uma interessante mulher
Bonitos cabelos louros
Não me atrevia a olha-la sequer
Seus olhos azuis
Não denotavam altivez
Serenidade de mulher
Mulher bonita e de sensatez
Apelido Nocolodi
A Zélia me olhou, perdi a timidez
Zélia como interessante
Mulher que é, não usa altivez
Representa beleza, escreve poesia
Belíssima poesia é poetisa de vez
Com o yoga medita
Escrevendo poesia, parece que Deus a fez
É assim Zélia
Na cidade de Curitiba
Adoráveis filhos desvela
Zélia atraente, elegante bonita
Foi prazer conversar com ela
Eis a interessante Nocolodi
A bela mulher, nome próprio Zélia

 
Daniel Costa




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Poema






ANGEL

Eis a flor
A alva Angélica
Sacrário do amor
O diminutivo de Angélica
Mulher torna-se sedutor
É Angel
Tem singeleza do amor
Peixes, embora, é selectiva
Ama e apresenta quem a conquista
Na sua sensatez de diva
Suas cores como a flor
São o branco
Branco que enfatiza o amor
Como o da Angélica flor
A bonita fotogenia de Angel
Protagoniza a palavra amor
Até o tal de cupido
Que de repente aparece
Com a seta a fazer sentido
Apresenta a mulher amada
A diva Angel
A mulher imaculada
Como é gostoso
Privar com Angel
Com seu falar meigo
Como despertasse
Na amizade um desejo
Ser apreciado pela meiga Angel
Vale a ternura de um beijo
Retribuir-lhe amizade
É um forte desejo


Daniel Costa

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Poema






MARIAZITA

Mulher de segurança
Seguro pêndulo
Inspira confiança
Sempre serena e activa
Ou não fosse do ciclo balança
Vive nos arredores de Lisboa
Deambulará pela capital
Quem a não viu, não viu coisa boa
Esse atributo não lhe falta
É de crer que esteve na Madragoa
A beleza do atributo
Não cairia na lama
Também andaria nos becos
Nos becos da velha Alfama
Ali pelas vielas estreitinhas
Por onde andou a moirama
Por isso a elegante
A mulher de cultura
Séria e interessante
A um tempo séria e divertida
Mulher atraente
Respira amor à vida
Mariazita mulher deste tempo
Mostra-se desinibida
Mostra o seu talento
Mulheres de mente forte
Sempre serão alento
Oh Mariazita
Aprender contigo tento

Daniel Costa

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Poema


VIDAS


Há sempre alguém
Pior que nós
É dolo
Não se é tolo
Não serve de consolo
É estímulo de nova encarnação
Sigo na segunda
Não a conheci imunda
Apenas soube de escolhos
Da transição passei incólume
Veio novo mundo de sonhos
Tal como na primeira
Procuro a verdade inteira
Muitos outros sonhos
Outra maneira
A minha glória é esta
Sempre os sorrisos
O optimismo
A hipertensão verdadeira
Como se fosse bebedeira
Sorrirei e lutarei
Na procura da verdade
A vida inteira

 
Daniel Costa




domingo, 22 de novembro de 2009

Poema




Martha V. Peredo, da Bolivia, uma única mulher Comissária, entre sessenta e nove elementos masculinos de outros tantos países



APENAS UMA MULHER


É natural, é normal
Ainda que numa celebração
Como irá haver em Portugal
Forneça algo de curioso
Uma anormalidade normal
Grandiosa Exposição Filatélica
Nível FIP em Portugal
Uma transcendente competição lúdica
Da Filatelia Mundial
Filatelia muito alta
Setenta elementos para julgar afinal
De outras tantas nações
Apenas uma mulher, não devia ser banal
Virá de outro mundo
Não viajará, no segredo
Virá da distante Bolívia
Martha V. Peredo
Que entre nós seja bem recebida
Faça a sua apreciação
Nos intervalos desça a Avenida
Na FIL, no belo Parque das Nações
A Filatelia Mundial
Será a rainha da Filatelia, das Exposições
Lisboa e Portugal celebram
Cem anos da Republica
A Senhora Martha Peredo
Ajudará na premiação pública
Uma mulher, uma mais valia, sem segredo


Daniel Costa

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Etiquetas: poema


11 Outubro 2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Poema



DANIELA


Adolescente bela
Elegante, bonita
É assim a Daniela
Juventude alegre, descontraída
Afinal, temos o retrato dela
Vê-se divertida
Meus deuses! É ela
Paraguai, Assunção
Eis a elegante Daniela
Elegante, respira vida
Evoluciona no ginásio
Vê-se como que divertida
Aqui à junto de uma mão
A que acciona
A computadorização
O moderno milagre
Daniela em Assunção
Evoluciona, divertida
Ei-la!... Apreciei de coração
Bonita Daniela
Uma garota bonita
Muito bela

Daniel Costa

Publicada por Daniel Costa em 23:09 21 comentários

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13 Outubro 2009



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

poema



ANJO CONSELHEIRO

Ao som musical de banjos
Nascem previsões
De resplandecentes anjos
Aparece o anjo conselheiro
Para problemas de amor
Andará pelo mundo inteiro
Metamorfose de homem
Dedicado companheiro
Valerá pouco
Prefere auscultar, ouvir primeiro
Sobre os sofrimentos de amor
O fiel Companheiro
O mundo por vezes é cruel para quem ama
Sofre na alma, convulsões
Como se fosse cair na lama
Não se deve viver de ilusões
O anjo a aconselha a caminhar

O seu caminho semeando perdões
Por novo caminho seguir
Caminhar sempre confiante
Encontrará sempre a meta a atingir
Preparado para outro amor encontrar
O anjo aconselha e vaticina
És mulher bonita encontras de novo quem amar
E o anjo sempre reluzente
Feliz por estabelecer o bem-estar
Cumprir as missões
Contribuir para um mundo de amar
Um mundo de uniões

 

Daniel Costa



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Poema



Tela: Lúcio Carvalho


Os Doze Profetas, de Aleijadinho


MAGIA



Adoraria ser pintor
Em minha tela
Reteria as cores do amor
As cores que gostaria para o mundo
Não me importaria ser escultor
Esculpiria um mundo
Mais luminoso, mais sedutor
Evitaria que se tornasse imundo
Apenas houvesse lugar ao amor
Não me assumo como poeta
Gostaria contudo
Que a paz fosse completa
Que entre os homens nunca
A guerra fosse meta
Se fiz coisas inauditas
Porque não ajudaria
A acabar com permissões esquisitas?
Ajudar a que no mundo
Apenas houvessem coisas bonitas
Decretar, delegar as feias
Para outros mundos
Para outras teias
Que o amor saia vencedor
Onde para todo o sempre se ergam
Tendas, sem fendas de amor,
De magia de amor

 
Daniel Costa





sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Poema




ANJO DO AMOR 

Amar a vida, o mundo
Amar a mulher
Anjo do amor no fundo
Anjo que esvoaça na mente
Turvará a vista
No seu esvoaçar de repente
Dizem que os anjos não têm sexo
Pensar no amar

Pode parecer desconexo
Porém para amar o mundo
Não é necessário complexo
Bastará o amor profundo
Tendo angélico anexo
Quem amar o mundo
Saberá como amar uma só mulher
Paira o anjo do amor platónico
O modo de amar qualquer
Amar o semelhante
Amar outra mulher
Amar assim
Não será um amor qualquer
Há o mundo da avó, da neta
Da mãe, da mulher
Esvoaça o anjo do amor
Ali constrói o seu poiso terreal
Com todo o fervor
O mundo terreno preciso
O mundo do amor


Daniel Costa





terça-feira, 10 de novembro de 2009

poema



TALINA


Mulher interventiva
Bastante directa
Talina é activa diva
No Oeste será discreta
Como é a gente da Serra
A escrever é directa
Muito terra a terra
Quem tiver medo da verdade
Terá de a evitar, evitando mentir
Use transparência
Não ouse mentir, ainda que a fingir
Tem agruras esta vida
Há que a percorrer limando arestas
No mundo está a Talina
Há que contar
Com a sua auto-estima
Talina nunca deixa de estar atenta
A notícia de manobras
De política pestilenta
Talina, mulher mãe, mulher avó
Mulher vivida
Mulher aguerrida, nunca esteve só
Acena-se-lhe com fervor
Merece a doçura devida a uma avó
Talina ainda que sofra agruras
É interventiva
Jamais será mulher só


Daniel Costa

sábado, 7 de novembro de 2009

poema




BANDYS



Não mora na cabana
Apesar de dar por Bandys
É mulher terna e humana
Poetisa num mundo de doçura
Um pensamento de beleza
Escreve sempre com ternura
Suavidade é uma constante
Adoro a Bandys
Uma bonita mulher amante
Adoro a sua poesia
Fico preso como com barbante
Pudera, se é atraente!
Suave olhar tonificante
Incansável ternura
É assim a Bandys
Terna mulher doçura
Mulher que respira poesia
Poesia bela segura
Agrada ser seu amigo
Jamais se sente agrura
De vida interior
Grande estatura de mulher
Grande mulher amor

Daniel Costa



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

poema



PRINCESA ESFINGICA



Esfíngica alteza
Interessante mulher
Não chamarei realeza
Que há cem anos findou
A mulher pode ser alteza
Essa existe, não acabou
A mente será de princesa
Com poesia
Oblitera laivos de tristeza
Sempre porfia

Mostrando alma de grandeza
Como é bela a sua alma
De intrínseca pureza
Aparece sempre segura
Ainda que enfrentado dureza
Ela passa pensativa
Esfíngica, podia ser princesa
Será alma de poetiza pura
Pensando poesia de beleza
Eis a púrpura
Poesia de Princesa


Daniel Costa


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

poema


A CHAVE


Estou sisudo
Penso em tudo
Tenho há a chave
Penso nela
Ferramenta singela
Remédio para tudo
Faz falar o mudo
Abre a capela
Fecha a porta
não a janela
Onde falo com ela
Chave é segredo
Guarda o medo
Abre tudo
Com chave
Mundo não é só maldade

É também a saudade
Chave é sorriso
Porta de siso
Fim de lamentos
Êxito de inventos
Com chave finda a sofreguidão
Começa a mansidão
Com essa gazua imortal
Acabará todo o mal

Daniel Costa

Miguel Foz (pseudónimo de Daniel Costa). Publicado no jornal "Serras de Ansião" - 31/05/1972.