sábado, 14 de março de 2009

poema

LUA DE MEL

De mesinhas redondinhas
Pequenininhas
Que frequentava eu
O Café Paraíso
Da Lisboa antiga
Que feneceu
O último da Capital
Penso eu
Lua de Mel*
Outro do meu Céu
Ali alguns dias estudei
Amigos conheci
Com eles convivi
Ali algo da revista Franquia
Elaborei
Prosas e poesias
Fiz, faço, penso e pensei
Está em Benfica
Onde havia as grandes
Festas da Mata
Onde aos Domingos
Se juntava a Nata
Fica na privilegiada
Avenida Grão Vasco
Vai dar à célebre Mata
Cujo Patrono
É o nome do Pintor
Silva Porto
Que tem ali estátua
Como grande Senhor
Foi ali que mesmo hoje
O amigo Gabriel de Sousa
Levou e foi oferecedor
O seu livro de Contos
“Espelhos Imaginários”
Fê-lo como encantador autor
*Pastelaria (será o correspondente a lanchonete no Brasil) Lua de Mel

Lisboa, 11 de Novembro de 2009

Daniel Costa


Um dos blogues pessoais de Gabriel de Sousa
: www.topatudo.blogspot.com

A Usina de Letras, de Brasília editou.

PERFIL DO AUTOR:
Na badanas da capa e contracapa do livro:
Nascido em 1938, encetou a sua vida profissional aos 15 anos, frequentando simultaneamente, à noite, um Curso Comercial. Cedo se afirmou no entanto como autodidacta, aprendendo sobretudo com a sua vivência e tirando partido do seu imenso gosto pela leitura.

Intensa vida associativa e cultural, sobretudo nos anos 70. Director do Ateneu Comercial de Lisboa, durante vários anos, coube-lhe o pelouro Cultural e a Chefia da Redacção do Jornal da instituição.
A partir dos anos 90, em virtude das suas obrigações profissionais, cessou praticamente a sua actividade cultural e literária, que só veio a retomar quando a passagem à situação de reforma em Dezembro de 2000. Condecorado pele Governo Francês com a Medalha de Honra do Trabalho "Grand Or".

Usina de Letras:
www.usinadeletras.com.br

DC

13 comentários:

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Daniel!
Que poema magnífico! Adoro as suas recordações de Lisboa, pois adoro essa cidade. Como são lindas as suas recordações!
Um beijo,
Renata
PS: Tem poema novo no Feminina

jo ra tone disse...

"E recordar é viver"
Grandes e boas recordações
amigo Daniel
nessa cidade de sonho
e de luz
No seu tempo só se podia roubar um beijo...
Como os tempos mudam!
Abraço

Ana Martins disse...

Sempre bonitas as suas recordações!

Beijinhos,
Ana Martins

Laura disse...

Por falares em lua de mel, quando eu já soletrava, lia tudo o que apanhava , fosse no cabeçalho dos jornais, e estava lá um titulo; os noivos foram passar a lua de mel...viro-me para o Pai e pergunto; pai, a lua de mel é boa prá gente comer?...Ainda lembro a expressão do pai, a rir, entre surpreso com o disparate da pergunta, mas, eu não tinha ainda seis anos e já lia, soletrava muito bem, asinava o meu nome certinho, e o pai lá tentou explicar que ali não havia mel nenhum..ahhhh...foi o que me veio à cabeça com a tua poesia linda...ji de mim.

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Recordar ´´e viver
Abraços Eduardo Poisl

Cleo disse...

Oi Daniel, recordar é viver. que beleza.
Beijos carinhosos.
Cleo

Val Du disse...

Oi, Daniel.
Quanta coisa boa para ler.
Obrigada por compartilhar conosco tudo isso.

Beijos.

mundo azul disse...

____________________________

Quantas recordações nesses versos!

Gostei muito de ter compartilhado com você...

Beijos de luz e o meu carinho!!!

___________________________________

xistosa - (josé torres) disse...

Andei por esses lados.
Vivi algum tempo no Largo Conde Ottolini em Benfica e a mata era um escape à mais de 45 anos ...
Cafés, só me lembro do Nicola e do Gelo, mas já muito mais tarde.
Nem por ser do Belenenses gostava dos pasteis de Belém ...
Comia, mas preferia uma bola de Berlim, na Trav. da Atalaia, no Bairro Alto.

Amigo Daniel Costa

Ando sem aparecer a ninguém.
É desesperante a velocidade da internet, que me deixa à beira dum ataque de nervos.
Já estive para desistir disto tudo porque não vou melhorar nos tempos mais próximos.
Só se a internet móvel da Vodafone me fizer o milagre, mas já me avisaram que com paredes triplas, vou ter dificuldades.
Ando com uma neura que nem a mim me aturo.
Já nem sei para onde falta reclamar.

A esta hora lá vou conseguindo.
Por isso deixo-lhe um abraço de gratidão, já que não pude estar presente na mata do Pintor Silva Porto ...

Carla disse...

gosto de viajar nas tuas recordações e principalmente da forma como o fazes
beijos

Laura disse...

Ai o nino xistosa só quer bolinhas de Berlim e de um determinado lugar...enfim. por vezes tem-se razão, quandod escobrimos que a doçaria sabe melhor noutros aldos..Um beijinho repenicado aos dois amigos...laura..

SAM disse...

Que beleza de poema recordação! Gostei muito, amigo.



Beijos

Laura disse...

Ora bom dia!
Vim entregar uma caixinha com uma dúzia de rissóis bem picantes para o amigo Daniel! acabadinhos de fritar, beme scorridos e é só papar, ou a meio da manhã, ou com uma saladinha e estás almoçado...
Acho que ficaram bons. Mais logo faço o recheio de peixinho, que adoro e faço mais uns quantos. Agora com este tempo sabem bem num lanche ajantarado numa tarde de Domingo.
Um beijinho e fica bem. laura..