sexta-feira, 30 de abril de 2010

Poema

TRINTA DE ABRIL

Recordar o Domingo é normal
De mil novecentos e cinquenta
Trinta de Abril, um dia transcendental
Trabalhar sempre de qualquer maneira
Tarde soalheira, movimentação no quintal
Emocionada a tia Lourdes
Comandava a operação
No belo e reluzente dia
Acompanhara o pai a trabalhar no fanfarão
Não brincar ao Domingo via como pecado mortal
Ano cinquenta decretado Ano Santo
Em casa, ano especial
Na aldeia, onde nasci
Orla do mar, meu Oeste natal
Passara o ano quarenta e nove
O terreno prenhe apresentava agora seca brutal
A falta da produção de sobrevivência
Ameaçava de mais pobreza, de fome geral
Em cinquenta tudo mudara
O apresentava-se de sonho, um  sonho mais real
A terra a produzir
No dia trinta de Abril o “clãn”a aumentar
Primavera campos a florir
Passaram a ser sete as bocas a alimentar
Agora mais duas crianças para sorrir
Mais tarde o avô com a sua providencial bengala
Avaliara o monte de maçarocas, o imediato porvir
Pé em riste disse: vinte e cinco sacos!
Bastante pão, depois do milho moído!
Zé: terás para distribuir bastantes nacos
A abundância te fará sorrir então
Para lembrar o trinta de Abril
Unidos, fazemos um festão
Passou a ser mais um dia anual
De recordar, um dia familiar de íntima união

Daniel Costa

16 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
SAM disse...

Querido poeta,

um ano, um dia, uma lembrança revivida e festejada em belos versos. Parabéns, querido amigo!


* Linda foto.

Beijos com carinho e excelente semana.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Olá, querido!
Um dia familiar de íntima união é de se recordar mesmo, ainda mais em 30 de abril. Lindo poema! Parabéns!

Desejo-lhe tudo de bom a si e aos seus, porque estou saindo, adoentada.

*Se eu pudesse não ter o ser que tenho
Seria feliz aqui...
Que grande sonho
Ser quem não sabe quem é e sorri!
Mas eu sou estranho
Se em sonho me vi
Tal qual no tamanho
O que nunca vi...

Fernando Pessoa*

Beijoss
Renata

PS: Votos que transmito a todos que por aqui passam sempre.
Estou sem acesso a mail.

Everson Russo disse...

Lembranças boas dos dias que marcaram a vida,,,aqueles que jamais sairão da retina e do coração...abraços fraternos e um belo final de semana....

FERNANDINHA & POEMAS disse...

QUERIDO DANIEL, BELAS RECORDAÇÕES QUE DIVIDIS-TE CONOSCO...!
ADOREI AMIGO... ADORO-TE...!
FOTOS DE UM BELO FIM DE SEMANA,
FERNANDINHA

Maria Luisa Adães disse...

Adorei sua presença e suas palavras, ao meu poema "Sede".

E hoje eu chego ao seu recordar,
a um recordar de infância
e trazer toda a familia
e a juntar em seu redor
e contar essa história de encanto
que transmite união única, simples e bela ao seu recanto.

E ficou como recordação, a ser comemorada todos os anos.

Bendita união de amor e carinho.
linda lembrança.

Maria Luísa

Maria Soledade disse...

Querido Daniel, antes de mais as minhas desculpas por há tanto tempo não te visitar, mas a minha vida pouco mais tem sido do que correr diáriamente para o hospital(8 meses), daí que vá visitando os meus amigos devagarinho...

Um belo poema de recordação!Anos cinquenta(Abril), onde os valores da família eram tão respeitados.A união era uma constante no seio de qualquer família.30 de Abril,um dia inesquecível que faz parte por certo do teu álbum de recordações...

Beijinho meu querido Amigo e até um destes dias...

PS:Ao ver o "carocha" na fotografia bateu-me uma enorme saudade!Foi num carocha assim, que o meu Querido Pai perdeu a vida em 62, tinha eu 10 anos.Aínda hoje sei a matrícula de cor e salteado:
OP-94-60 :(

LOURO disse...

Olá Daniel!

Linda postagem...Trinta de Abril de mil novecentos e cincoenta.Um poema,que traz recordações do passado e recordar é viver!!!

Bom fim de semana,
abraço
Lourenço

Mariazita disse...

Olá Daniel
Com recordações, boas, de um dia especial, o 30 de Abril, construiste um belo poema.
Que bom é recordar coisas boas do passado!

Beijinhos

lita duarte disse...

Oi, Daniel.

Belos versos.

Beijos.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Bom Dia, Anjo. Não me esqueço de ti jamais
Vamos todos dormir em felizes em paz***************************

Ferem-me os ais
Dos outonais
Violinos
O coração
Com a inação
Dos seus trinos

E quando dá
A hora já
Rememoro,
A sufocar,
Dias sem par
Então, choro

E vou-me assim
No ar que, ruim,
Me transporta
Pra lá, pra cá
Tal e qual a
Folha morta

Canção de Outono
Paul Verlaine.
Trad. da Renata.

+ Beijoss

Até mais.

Jacque disse...

Oi Daniel. Hoje apareceu Portugal na TV, lembrei de ti...
Obrigada pelo lindo comentário no meu Blog: SENTIMENTOS. Vou começar a fazer outros vídeos, apareça sempre.

Beijo

Everson Russo disse...

Um belissimo sabado pra ti amigo poeta...paz e poesia sempre pra alimentar a alma.

nely disse...

O bom da vida são também as lembranças.

Abraços

Sonhadora disse...

Meu querido amigo
As lembranças ficam sempre presentes na nossa vida.
adorei o poema.

beijinhos
Sonhadora

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Bom Dia, querido! Não desapareci.
Como tanto nos elevas , deixo esta canção e beijos pra ti.

***********


Linda mulher, descendo a rua

Linda mulher, do tipo que eu quero conhecer

Linda mulher, eu não creio em você, você não é real

Ninguém poderia ser tão bela quanto você

Misericórdia!

Linda mulher, você não vai me perdoar?

Linda mulher, eu não poderia ajudar você, mas veja

Linda mulher,

Que você é admirável, como pode estar

Sozinha, assim como eu

Raooorrrr!

Linda mulher, espere um instante

Linda mulher, converse um instante

Linda mulher, dê-me seu sorriso

Linda mulher, yeah Yeah Yeah

Linda mulher, olhe meu jeito

Linda mulher, diga que você ficará comigo

Porque eu preciso de você, eu tratarei você bem

Venha comigo, babe, seja minha esta noite

Linda mulher, não se afaste

Linda mulher, não me faça chorar

Linda mulher, não vá embora, está bem?

Se é desse jeito que tem de ser, está bem

Eu acho que irei para casa, já é tarde

Haverá um amanhã à noite, mas espere

O que eu vejo? É ela, voltando para mim!

Oh, oh, linda mulher.

Roy Orbison

Trad. da Renata M. P. Cordeiro.

+ Beijossssss