sexta-feira, 28 de maio de 2010

POEMA BIZARRIAS


BIZARIAS

A vida não seria como uma fobia
Havia necessidade improvisar
O que se chamaria hoje bizarria
Por inventar acabei
Seria improvisação para a folia
A moda da cabeça léu eu criei
Podem duvidar, chamar bizarria
Era assim no meu berço, no século passado
Era ainda no outro dia
Todo o mundo usava a boina espanhola
Ao Domingo distinguia
Poder usar boné de feltro, era mais pachola
O mais abastado sorria
Seguia na gandaia com o artola
Do improviso, a moda criei
Deu censuras… Risos, devia antes usar cartola!
Seria mais bonito, menos cinzento
Até que num outro dia, todos foram imitando o sacola
Seguiram sempre a dança, a bizarria
A crença, a esperança
No alvorecer do outro dia
As festas em lugares mais distantes
Mais sofisticados para a folia
Em meios de mulheres elegantes
A modinha das cabeças ao léu
Seus olhos brilhantes
Ao reparar em cocurutos sem chapéu
Ficavam refulgentes como puros diamantes
Num meio pacato como bizarrias
Haveria mentes brilhantes?

Daniel Costa


16 comentários:

Sandra Botelho disse...

Logico...
A sua mente é brilhante, para escrever tão belos versos, somente uma mente brilhante.
bjos achocolatados

Mariazita disse...

Olá, Daniel
Modas! Alguém tem que as lançar.
E tu lançaste aqui, em lindos versos, a moda da cabeça descoberta.
Parabéns!

Beijinhos

Fernanda disse...

Amigo Daniel,

O meu querido pai usava sempre um boné em casa, na sua horta, nos seus afazeres mas quando saía usava chapéu, nunca cartola, isso era coisa de burguês.

O José, o meu marido, rapa o pouco cabelo que sobrou e fica lindamente...eu gosto!
No pico do Invervo, usa um boné quente, que o envelhece imenso.
Mas lá terá que ser!
Adorei a poesia.

Beijinhos

Na casa do Rau

Felina Mulher disse...

É a nossa imaginação e as nossas preferencias que nos tornam diferentes uns dos outros , e improvisando acabaste criando moda.

Um beijo querido amigo.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Maravilhoso, querido. Deus abençoe você, que é o próprio Anjo. Beijos*

*Anjo

Sou um anjo

Abro as minhas asas

Para descobrir o esplendor do mundo,

Ajudar os corações partidos,

Dar a esperança para continuar,

Aliviar as suas dores

Combater os seus medos,

Sou pomba de asas brancas,

Meu coração é doce e puro,

Meu canto suave e risonho

Embala-te para que durmas

E tenhas lindos sonhos...

Poema da Renata*

Tudo de bom*
Renata

Ana Martins disse...

Caro Daniel,
gostei de ver a moda da cabeça ao léu aqui lançada, é que eu e os chapéus não nos damos lá muito bem.

Beijinhos,
Ana Martins

angela disse...

Uma folia gostosa a se fazer com a boina.
Adorei a brincadeira nesse poema brilhante.
beijos

Marilu disse...

Meu querido Daniel, lindo poema, fez-me lembrar do meu pai, que sempre elegantemente usava sua boina de feltro. Os chapéus e as boinas deixavam os homens mais sensuais.Obrigadinha por visitar meu blog..adoro sua presença...Tenha um excelente final de semana...Beijocas

Everson Russo disse...

Na mente brilhante dos poetas,,,como voce meu amigo,,,a vida é tudo que se possa desejar que ela seja,,,,abraços fraternos de otimo sabado pra ti....

Desnuda disse...

Querido amigo,

gostei deste poema, do tom que você deu aos versos e , finalmente, "tiro o chapéu" para o talento brilhante do poeta e o ser humano que você é!

Carinhoso beijo, amigo.

Pérola disse...

Vim te deixar um beijo meu adorável poeta.
Sua inspiração é pra lá de maravilhosa.
Parabénssssssssss.
Beijokas mil.

Bandys disse...

Sua mente sempre é brilhante.
Suas posias encantam.
Beijos

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Ai, querido! Que bom que consegui chegar até aqui agora. Porque já estava perguntando pela blogocoisa toda onde estava o meu Anjo*
Beijos*


*Sei de um ninho
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Miguel Torga*

Bons Dias*
Renata

xistosa - (josé torres) disse...

Por nunca ter usado nada a cobrir os "piolhos", agora vejo-me em palpos de aranha porque tenho de cortar o cabelo de 20/25 dias em 20/25 dias e a "palha d'aço" cresce que se farta.
Por isso é que chapéus há muitos ...

Um abração.

Sonia Schmorantz disse...

Obrigado pela tua visita, fazia tempo que não vinha ao meu espaço!
O poema é muito interessante, não é fácil poetizar cabeças, rsss
um abraço, excelente semana

Everson Russo disse...

Abraços fraternos querido amigo e uma semana cercada de paz...