quinta-feira, 4 de março de 2010

Poema

Foto: Daniel Costa



Ex-libris pessoal, representa o eu cavador e o eu editor e jornalista filatatélico
SERENATA

Esta “picolíssima” serenata…
Aos Domingos havia sossego
A enxada deixava de ser bravata
Nos finais dos anos cinquenta
Esta picolíssima serenata…
Eram assim os Domingos
Era assim a semanal serenata
À noite rodava a bicicleta
Para uma noite menos pacata
A caminho de algum bailarico
Esta “picolíssima” serenata…
Cantada ou tocada em todos os bailes
Onde era a inevitável nata
Pares rodopiavam, alguns pediam
Esta “picolissíma” serenata…
A música italiana fazia furor
Como se fora tonificante
Dançada calmamente, ou com ardor
Anos cinquenta, os meus dezassete anos
Depois de uma semana a cavar com fervor
Ainda que do grupo dos maiores
Aos Domingos nem tinha esse favor
Não mentia, escapulia
Esperava no outro dia o desamor
Até que um dia o pai disse:
Nada faço, ficas com a loucura desse sabor
Tens dezassete, és um homem, podes ir
Matarás sempre o bicho* comigo
Não quero saber se vens tarde, tens de convir
O trabalho não se pode compadecer
Com o pouco tempo que tenhas para dormir
Esta “picolíssima” serenata…
Venceu o muito querer
Esta “picolíssima” serenata
Soava a aventura vencida
Porque não a uma sonata?

Daniel Costa
* mata-bicho: espécie de pequeno-almoço, antes do nascer sol, composto por chouriço ou toucinho, assado, entre outros comestiveis e um copo de água-pé.



21 comentários:

VANUZA PANTALEÃO disse...

Uma serenata muito especial que nos pede muitas releituras.
Essas imagens, esses ramos de trigo, parece que os vamos colher.
Tanta beleza, Daniel!
Uma excelente!!!Bjsss

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Adorei***************Let´s dance***********************

Tava morrendo de saudade!!!

***
E por falar em saudade onde anda você?

Onde andam seus olhos que a gente não vê

Onde anda esse corpo

Que me deixou louco de tanto prazer

E por falar em beleza onde anda a canção

Que se ouvia na noite dos bares de então

Onde a gente ficava, onde a gente se amava

Em total solidão

Hoje eu saio da noite vazia

Numa boemia sem razão de ser

Na rotina dos bares que apesar dos pesares

Me trazem você

E por falar em paixão, em razão de viver,

Você bem que podia me aparecer

Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares

Onde anda você?*


Anjo Adorável*
Beijos********

nely disse...

Saudaçoes!
Um bonito poema.

Abraços.

xistosa - (josé torres) disse...

A canção da vida que nos acompanha vida fora.
É sempre muitíssimo agradável termos recordações, mesmo que sejam menos boas.

Um abração e que a enxada esteja a descansar ...

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

bom Dia!
*Amigo é aquele que

Beija você com

Carinho e que

Deseja com

Entusiasmo sua

Felicidade, e

Garante fidelidade para você.

Humilde é o amigo que

Independentemente de qualquer coisa

Joga tudo para o alto por você e

Larga mão de tudo que seja

Material e desnecessário,

Naturalmente para cumprir sua

Obrigação que é

Proteger a quem lhe protege, e

Querer bem a quem lhe quer bem.

Respeitar seu

Silêncio calado,

Transformando sua vida em uma

Única motivação para

Viver.

Xeretando se preciso e

Zangando-se quando necessário*

Beijos Daniel*

Marta disse...

Uma serenata perfeita....
Alegria nas fotos...
Gostei muito..
Obrigada pela visita...
Até já
Beijos e abraços
Marta

Desnuda disse...

Mais um poema belíssimo onde me entranho nos versos, imaginando toda esta beleza de vida e experiência. As fotos, lindas Daniel! Obrigada.

Carinhoso beijo.

Everson Russo disse...

Belissmas imagens meu amigo,cercadas de belissmas palavras que elevam nos a alma,,,forte e fraterno abraço e um belo final de semana.

Giselli Duarte disse...

Que bonito.

mundo azul disse...

__________________________________


Deliciosas recordações!
Que prazer vir aqui e encontrar um post tão bonito...


Beijos de luz e o meu carinho!!!

__________________________________

lita duarte disse...

Oi, Daniel.

Belas fotos.
Belo poema.

Beijos.

Elaine Barnes disse...

Um belo conjunto,foto e poema.Vontade de estar nessa paisagem. Uma aventura vencida,mata bicho...Por que não uma sonata? Nossa amigo muito brejeiro seu poema.,adorei! Montão de bjs e abraços trigueiros

Jacque disse...

Oi Daniel. Que Lindo Poema e imagens.
Postei um vídeo com Poema da Renata Maria Parreira Cordeiro, no Blog: Sentimentos.

Beijo

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Assim me deram, assim te dou*

Lindooooooo............
Parabéns

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder estar contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim
***
*Dominguinhos*

Bjs

*****
Este é meu meu meu*
*tava dormindo. Meus pés estão inchadinhos. Talvez fosse dar um jeito, sei lá, neles agora. Mas só me deram um jeito de dar um jeito a partir da tarde à noite.

Adorei*
Bom Dia!
Beijos*

Elaine Barnes disse...

Passei pra te desejar um lindo final de semana e agradecer sua tão carinhosa visita. Montão de bjs e abraços

Everson Russo disse...

Um belo sabado pra ti querido amigo,,,forte e fraterno abraço de paz.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Olá, querido*

*Se às vezes silencioso e pensativo
ao teu lado me sentes ou sentias,
é que eu acho em teus olhos a harmonia
de um linguajar dulcíssimo e expressivo.

E então tu és tão minha, que eu me privo
até de ouvir-te a voz, porque acharia
que rompendo o silêncio desunia
meu ser do teu, pois na tua alma vivo.

E estás tão linda; o meu prazer é tanto,
é tão completo quando assim te miro;
sinto no coração tão doce encanto,

que acho às vezes que em ti eu só admiro
uma visão celeste, um sonho santo
que vai desvanecer-se se respiro!

Guillermo Blest Gana (1829-1904)*
Trad. da Renata

Beijos, Daniel
******************************

Ps: Tô por conta! E própria de novo! Tudo arranjado para as 15 horas. Falhou. Vou dar um jeito de alguém dar um jeito neles.
Ah, e que já publiquei*
Renata

Felina Mulher disse...

Belo poema, poeta, como sempre!

passando pra te desejar um lindo final de semana.

beijinhos.

Ana Martins disse...

Caro Daniel,
as fotos reflectem toda a luz do poema!

Beijinhos,
Ana Martins

Maria Bonfá disse...

que lindo ! sabe lembrei-me de mamãe e papai.. eram italianos e sempre contavam essaas historias e trabalhavam na enxada tambem.. fiquei emocionada.. mas uma emoção boa de muita saudade..beijão

Olhos de mel disse...

Querido amigo; aqui sempre uma excelente leitura. Uma serenata que fica dentro de cada leitor. Imagens maragilhosas!
Bom fim de semana! Beijos