sábado, 27 de fevereiro de 2010

Poema






NOITES DE LISBOA

Nasci para a vida do nada
Sem nada Lisboa me viu
Lutei dia, noite e madrugada
Lisboa em toda a hora é fascinante
Por ora tanta noitada?
Não redundará em que a idade
Traga velhice desgraçada?
É tão bela a noite na cidade!
Se for vivida espaçada
Não será para sempre vivida
Para sempre amada?
Vivemo-la umas vezes na chamada Doca
Levemos a namorada
Ali junto ao grandioso Tejo
Outro dia ao Bairro Alto
O amor a acompanhar é benfazejo
Trocar todos os dias pelas noites
Pode ser vício, desejo!...
Olhemos os anos sessenta
A economia não proporcionava
Essa loucura sedenta
Apenas nos fins-de-semana
Podia haver uma vida ternurenta
Teremos de repensar sem agoirar
As bonitas noites de Lisboa
Por nosso mal as teremos de amainar
Noites de Lisboa bendirão sempre a cidade
Onde mora o fado
Ambiente de beleza em toda a idade
Noites de Lisboa com a doca e fado antigo
Também mora no Bairro Alto
Em comunhão de amigo

Daniel Costa

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Poema


 
Avenida da Liberdade - Lisboa



NAELA

Uma mulher bela
Mora na nevoeirenta Londres
É a elegante e bonita Naela
Quem a vê parece-lhe azougada
Quem a conhece e fala
Fala com uma mulher terna e delicada
Apaixonada pela sua cidade, Lisboa
Muitas vezes sente-se
Em Londres a saudade soa
Pela bendita e solarenga capital
A cosmopolita Lisboa
Como cidade mais pequena
Não fará mulheres grandes
Trabalha na cidade do Big –Ben serena
Sendo do signo balança
Embora de mente impulsiva
Tem serenidade e delicadeza de criança
Feminina sensual e azougada
Pela sua prosa diria irreverente
Será fruto de mulher delicada e amada
Assim é a sensível Naela
Essa mulher idolatrada
Em Londres é consultora
Ao seu trabalho dedicada
Naela é uma grande senhora

Daniel Costa

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Poema




POEMA QUE DEDICO À RENATA A MINHA MUSA INSPIRADORA
DO MARAVILHOSO BLOGUE -EU E DAÍ?
http://blogrenataeuedai.blogspot.com/
VALE A PENA DAR-LE UMA MIRADA, PARA VER A CONTAGIANTE ALEGRIA

FESTA DE VIDA

Façamos da vida uma festa
Chilrear como um bando de pardais
Vê-la sempre a florir como giesta
Voltear com a alegria da andorinha nos beirais
Felizes como se como se escutássemos uma sinfonia
Vivamos sempre com a alma em festa
Que da vida seja feita uma melodia
Que cada dia seja vivido
Como se não viesse amanhã novo dia
Porém esse amanhã virá
De novo com ele a dança, a sinfonia
Viver amores, sempre com ardores
Raiará sempre novo dia
Eterno todo o amor do mundo
Que nos fará escutar a melodia
De novo regressará a andorinha
É primavera, será nova aurora, nova sinfonia
Chilrearão os pardais, os pássaros
Alegremo-nos com a aurora de um novo dia
Dancemos alegremente
Ao som da eterna e sempre renovada melodia
Cantemos eternamente
Volteemos com generosa alegria
A vida é simples
Se andarmos sorridentes todo o dia
Se a amarmos no nosso semelhante
Se vivermos com o amor em sintonia
Semeemos o calor do amor
O retorno será sempre a alegria
Amar a vida é uma festa
Uma giesta em flor, uma melodia

Daniel Costa


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Poema





RACHEL
No longínquo e enorme Canadá
A eloquente poetisa Rachel
É onde mora e está
Ler, reler, a sua poesia voltar a visitar
Conforto daí advirá
Sensualmente atrevida
Escrever desse modo será ritual
Tal como a própria vida
Rachel não é uma mulher banal
A sua mente irrequieta
Torna-a muito diversa e espiritual
Uma mulher de doçura
Boa educadora
Sua mente desperta ternura
A mente de Rachel
Como amuleto usa uma bruxa fada
É como uma Torre de Babel
Para a vista a alcançar usa luneta
A sua fértil mente
Esvoaçará como uma borboleta
Mente voadora
A sua poesia apresenta-a
Invariavelmente como mulher sedutora
Uma vida que não será
Céu para a mulher educadora
A mulher terna
Que dá pelo nome de Rachel
Deveria ter da vida
Não um certo sabor a fel
Mas vida doce
Saborosa como mel
Vejo assim a amiga
A versátil mulher Rachel

Daniel Costa

http://whisperinnights.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Poema


OLHOS DE MEL

Olhos de Mel assenta bem
Tem de concordar
Quem neste mundo se detém
À poetisa Lúcia Laborda
Mulher terna também
Sendo interessada na arte
A sua descrição
Não deixará antever essa parte
Descrição talvez por morar
Num afamado mundo à parte
Em Salvador da Bahia
Um baluarte de população, dos maiores
De população a nível mundial
De que Olhos de Mel é parte
Para ele contribui com a sua doçura
À família a dedicará
E a transformará num lar de ternura
Inebria a alma
Contactar a sua terna poesia
Que tranquiliza e acalma
Olhos de Mel ou Lúcia
Na sua elegante poesia
É mulher moderna e lúcida
Assim como uma fada
Uma fada terna e sensual
Sonhadora neste mundo
O mundo actual
A mulher que adoptou
Olhos de Mel
Vem fazendo jus
A um mundo de paleta e pincel

Daniel Costa


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Poema


MARIA JOÃO

“Chorou na barriga da mãe”
Dito popular que várias vezes escutei
Aconteceu-me ouvir esse choro também
Ouvi sempre proferido
A mencionar a sorte de alguém
Fiquei alertado quando me sucedeu além
Era o meu próprio sangue
Num ser a quem já queria bem
Viria ser a Maria João
É bonita, pois filha, comigo parecida!
A mãe Maria João é um gosto de filha então
Esse nome de uma criatura nascida em Lisboa
Na capital nascer foi um gosto
Gosto o nascimento e o morar em Lisboa
João eram ambos os bisavós
Outros antecedentes tem, o nome não nasceu à toa
A filha é bonita
Deveria ficar com apelido Lisboa
Olhando vetustos bairros
Sonharia com um mais recente, a Madragoa
Para que mais se distinguisse
Das muitas outras da minha e sua Lisboa

Daniel Costa


NO, LISBOA CAFÉ, BLOG ESPECIFICO, DE QUE IRÁ SAIR EDIÇÃO EM OBRA DE LIVRO, FOI POSTADO PREFÁCIO ESCRITO POR Y. M. PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, AMIGO DE LONGA DATA.
LECCIONOU NA UNIVERSIDADE COMPOSTELANA DE MADRID.
NO ANO ANTERIOR FOI PROFESSOR CONVIDADO EM SÃO PAULO, BRASIL.
http://danielmilagre.blogspot.com/
D. C.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Poema




Gabela
ARICANGA

Não é bairro de lata
Ali todo o mundo labuta
Trabalha na grande libata*
Aricanga aldeia grande e bela
Está na planície
Periférica da Cidade da Gabela
Onde aos Domingos ao cinema ia
Cinema para pretos era onde ia ela
Vinha do bairro Sousa aquela mulher
Uma mulher bela
Era o tempo da famosa “Copanera”
Com emoção dei a mão a ela
De mãos dadas vimos o filme a “Violetera”
Na Cidade de Gabela
No espaço a Rapariga das Violetas era
Que felicidade ter companhia tão bela
Não sendo xenófo ou fundamentalista
Via a perfeição nela
Que bonita mulher meu Deus!
No Amboim das planícies dos arimbos** de café
Cidade da Gabela vieram plebeus
Deixei aquela menina dos meus olhos
Vieram outros mundos
Outros mundos, outros escolhos
Acabou ali o derriço com a mulher bonita
A menina dos meus olhos

 

Daniel Costa

*Libata: fazenda de cafeeiros



** Arimbo: fazenda de cafeeiros




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Poema





JACQUE

Questionaram-me um dia
Sobre várias interessantes mulheres
Por exemplo como a Jacque classificaria
Cismei, pensei a cabeça abanei
Responder queria então, o que diria?
Na cidade de Porto Alegre pairei
Que ela estava ali no sul sabia
Saber mais investigar tentei
Encontrei a Jacque artista
A mulher de muitas preferências
Não me parece, por vezes, optimista
Nem me parece muito sedutora
No entanto romântica por natureza
Distribui amizades como grande senhora
Mente desconcertante
Deixa antever paixão pelas artes
Um mundo que por certo é amante
Essa mulher interessada
Em actividade, uma mulher interessante
Pensa na poesia, num mundo de fadas
De magia, esse mundo que desejaria brilhante
Imagina-o revolucionário
Cultivará essa bela loucura
Ainda que não passe do imaginário
A própria revolução
Acaba por tragar o seu legionário(a)
No fundo apreciando a Jacque
Uma alma de mulher revolucionário(a)
Será acarinhada e apoiada
Porque é mulher extraordinária

 
Daniel Costa

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Poema

 



ANGELA

Deambular pela grande metrópole um regalo
Imaginar o Padre Manuel da Nóbrega
É imaginar porque se criou a cidade de São Paulo
É pensar na Ângela, essa mulher sensata
Vesátil como muitas outras
Com uma pequena dose de loucura que me é grata
Fascinado eu pela cultura do Brasil
Essa mulher sensível, timida e timorata
Apresenta vários poetas do país imão
Como o Drummond, o Mário Quintana toda a nata
Sua versatilidade leva-a apresentar
 Escritores menos ouvidos, como numa serenata
Angela é como dissesse enfim:
A minha personalidade parece muitas
Serei mesmo assim
A sua caminhada continurá
 Sabe como foi o principio
Não sabe como vai caminhar,  o rumo que seguirá 
 boa concretização
Para Ângela seria maná

Daniel Costa

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Poema





LILI

Amor em África foi título
Forte amor por Angola
Pelo calor e cheiros outro capítulo
Lili uma mulher que fascina
Pelo que mostra de querer
De guardar interessantes recordações
As que motivam o saber
De seu apelido Laranjo
Vive e forma, tem alma apaixonada
Fé clubista usa-a em poesia como um anjo
É um gosto
Ver a Lili pelo mundo azougada
Na própria comunicação
Tem amores, ama e é amada
Para os lados do norte
Em sítios de formosura
Vem um vento às vezes quente, outras forte
Enriquece a sua alma de poetisa
Com esses ares do seu norte
Podemos ver a sua galhardia
Ao debruçarmo-nos no seu mundo
Meditando na sua poesia
A mulher Lili é feita dedicação
Ela, por si, poesia exala
Será um mundo de aplicação
A sua versatilidade
Convida, chama a nossa atenção

Daniel Costa


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Poema



EM MIRAGAIA

Não foi na Atalaia
Onde me soltei e me senti feliz
Onde trabalhei foi em Miragaia
Aos Domingos, depois de cumprir obrigações
Oito passadas* a corta mato chegava
Casa materna, presente ao almoço e nas reuniões
Novas passadas de novo cumpria
Ano em que chegava a TV, não televisões
Cento e cinquenta mil réis por mês
Mais comida, num ano de grandes emoções
Eram o salário do maltês
Que liberdade dos céus meu Deus
Numa lagarada, acabado o vinho abafado
Emborquei um quarto de litro, como os ateus
Induzido, bebendo água em dobro antes
Não turvei, por Zeus
O patrão sabia como se fazia
Para provar como de se bebia aos judeus
Foi um dos muito episódios
Duma vida errante
A militar no grupo dos bons demónios
Tempos que a mente filmou
Dos bons tempos em me afirmei
Como fui e sou
A soltarem ideias de namoriscos
Eram outros tempos, esses fracassados
Nunca passaram de simples catrapiscos
Recordo muitas novelas
Da primeira vez ter assistido à televisão
Depois de três passadas a partir dai
Ir conhecer essa visão

Daniel Costa

* PASSADA - QUILÓMETRO