sábado, 27 de fevereiro de 2010

Poema






NOITES DE LISBOA

Nasci para a vida do nada
Sem nada Lisboa me viu
Lutei dia, noite e madrugada
Lisboa em toda a hora é fascinante
Por ora tanta noitada?
Não redundará em que a idade
Traga velhice desgraçada?
É tão bela a noite na cidade!
Se for vivida espaçada
Não será para sempre vivida
Para sempre amada?
Vivemo-la umas vezes na chamada Doca
Levemos a namorada
Ali junto ao grandioso Tejo
Outro dia ao Bairro Alto
O amor a acompanhar é benfazejo
Trocar todos os dias pelas noites
Pode ser vício, desejo!...
Olhemos os anos sessenta
A economia não proporcionava
Essa loucura sedenta
Apenas nos fins-de-semana
Podia haver uma vida ternurenta
Teremos de repensar sem agoirar
As bonitas noites de Lisboa
Por nosso mal as teremos de amainar
Noites de Lisboa bendirão sempre a cidade
Onde mora o fado
Ambiente de beleza em toda a idade
Noites de Lisboa com a doca e fado antigo
Também mora no Bairro Alto
Em comunhão de amigo

Daniel Costa

27 comentários:

Carmem disse...

Dani, esplêndido!

Bjss

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Que maravilha! Bravo!
Isso sim, é poetizar a vida!
Parabéns!!!
Beijos cheios de confete***************************************************************


*De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita
Do regalo de terra que teu dorso ajeita
E dorme serena, no sereno e sonha
De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita
Do mato, do medo, da perda tristonha
Mas, que o sol resgata, arde e deleita
Há uma estrada de pedra que passa na fazenda
É teu destino, é tua senda onde nascem tuas canções
As tempestades do tempo que marcam tua história,
Fogo que queima na memória e acende os corações
Sim, dos teus pés na terra nascem flores
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar...
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras
Sete lagoas, mel e brincadeiras
Espumas, ondas, águas do teu mar...

Almir Sater/Paula Fernandes*

Beijos*****************************
+ Aquele abraço bem apertado que nos enlace para sempre!
Teadoro, querido Poeta e amigo Daniel!
Ótimo Fim de Semana!

Cristiana Fonseca disse...

Olá Daniel,
Belíssimas imagens, me faz sonhar, Lisboa é maravilhosa.
O poema deu mais vida , mais alma ao que já era perfeito.
Divino.
Bjs

Everson Russo disse...

Meu amigo,,,voce tem o dom de fazer da vida um poema,,,jogar o sentimento pra cima entre as estrelas,,,fiquei com uma vontade de conhecer essas noites de Lisboa,,,sonho bom,,,,abraços de otimo sabado pra ti.

Angela Ladeiro disse...

Será bom viver a noite Lisboeta, mas as tardes, no Chiado? e o café da Brasileira? Um passeio junto ao Cais das Colunas? Sentar na esplanada da Suiça e simplesmente olhar quem passa... Amo Lisboa de noite e de dia...

Fernanda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernanda disse...

Querido amigo Daniel,

O poema é lindo e as noites, sejam em que cidade for, são sempre mais bonitas.

De Lisboa à noite e até de dia, não me lembro muito, embora tenha estado, há no máximo, dois anos em Lisboa.

Vivi 20 dias em Lisboa e foi o máximo que consegui.
Sou do Porto e aí vivi 40 anos. Amo a minha terra natal, mas é aqui em Vila Nova de Cerveira, terra do meu querido pai que sou feliz.
Nunca daqui sairei, nem morta...literalmente!

Isto tudo para dizer que todo o fabulosos poema fala de algo que desconheço, embora sinta o seu fascínio, sobretudo quando assim posto, desta forma belíssima.

Pelas grandes cidades, não me sinto nada atraída. Morreria se tivesse que voltar a viver fora deste cantinho idílico.

Belíssimas fotos.
Parabéns.

xistosa - (josé torres) disse...

Vivi Lisboa de fugida.
Só nas férias grandes e pouco mais.
Vendi jornais ao quilo para pagar o cinema e comer um naco de água gelada ao fundo dos Restauradores, (encostado quase, quase ao Condes)
Depois já eram gelados, com um copo de água ...
A noite foi sempre no Bairro Alto.
Morei (em casa de uma tia avó) no mesmo edifício do Forcado, na Rua da Rosa, onde o ferro-velho onde vendia os jornais, era o r/chão que deu origem à casa de fados.
Não se foram bons tempos ... ia até Benfica a pé.
Para a R. da Ameixoeira (calçada do (Carriche), também no transporte de meias-solas.
Para Av. Almirante Reis (Pr. do Chile).
Já me tinha esquecido que conheci Lisboa, melhor que o m/Porto onde nasci.

Cumprimentos e um bom fim de semana.

SAM disse...

E um grande Viva ao poeta e a Lisboa! Maravilha de poema, Daniel! adorei, amigo.


Carinhoso beijo.

Jacque disse...

Linda cidade Daniel. Lindo Poema.

Beijo

Lúcia Leme disse...

Parabéns pelo blog.

Felina Mulher disse...

Lindo demais!!!Sabe Daniel, sou neta de português,sou da Familia Tavares da Costa, e nunca fui a Portugal, mas a vontade cada dia aumenta mais de conhecer tão belo País e quem sabe reencontrar parentes.

Um beijo meu querido amigo...um domingo de Paz.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

*A Balada de Tristão e Isolda


O navio real navegou para longe:
Pelo oceano imenso
Sir Tristão trouxe a linda Isolda
Para ser a noiva do seu tio.

Isolda não tinha paz na mente,
Nem alegria nem de noite nem de dia
Até que ela encontrou uma bebida mágica
Para afastar seus tormentos.

Pediu que Sir Tristão viesse ao seu encontro,
E lhe ordenou que dividisse com ela a bebida.
Apaixonaram-se secretamente,
Fizeram juras de amor.

“Um amor que ultrapassa a vida e a morte,
Um amor profundo e verdadeiro:
Um amor além de todos os outros amores,
Dou-lhe meu amor.”

A taça em que beberam com tanto carinho,
Selou o seu destino para sempre.
Se pelo menos eles parassem de pensar,
Mas agora é tarde demais.

O navio aportou na praia da Cornualha,
Os amantes tiveram de se separar.
Isolda deu a mão a Marcos:
Mas Tristão ficou com o seu coração.

O rei Marcos foi caçar
Os amantes se encontraram à noite
O rei voltou cedo.
E viu o seu doce deleite.

Sir Tristão foi banido
As súplicas de Isolda foram vãs.
Os amantes tinham de separar-se para sempre
Para viver uma vida de dor!
Sir Tristão lutou na batalha
Não pôde evitar as chagas:
A linda Isolda estava aflita
Para cuidar do seu amor ferido.

Ai! Isolda chegou tarde demais,
Ouviu-lhe o último suspiro.
A sua dor era tamanha para suportar,
O seu coração partido lhe trouxe a morte.

Histórias vêm e histórias vão,
Assim como o tempo sempre voa,
Esta lenda trágica viverá para sempre,
Lenda do amor que nunca morre*

Bom Dia, Anjo!
Beijos****************************

Dormi + um bocado e já renovei o post a pedidos*

Everson Russo disse...

Um forte e fraterno abraço amigo pra desejar uma bela tarde de domingo e uma semana de muita paz.

Sonia Schmorantz disse...

Belíssimo Daniel, parabéns!
Um abraço, excelente semana

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDO DANIE, UM FINAL DE DOMINGO FELIZ... QUE A SEMANA SEJA DE PAZ E AMOR,
ABRAÇOS DE AMIZADE E CARINHO,
FERNANDINHA

poetaeusou . . . disse...

*
Lisboa do fado vadio
O velho Alfredo Marceneiro
António dos Santos e outros
Cantavam nas baiucas ao desafio
Mais sofisticado
Amália Rodrigues
A grande voz do fado
Mais popular o da Hermínia Silva
Que perpetuou a velha “Tendinha”
Mais a velha Ginjinha Popular
“Templo” onde iniciei
Razão por lhe querer como minha
O Café Lisboa,
o Parque Mayer
A velha Lisboa,
O fado, a ginjinha !
,
in - daniel costa
,
um abraço amigo, AMIGO,
,
*

Mariazita disse...

Olá, Daniel
A nossa amada Lisboa ficou ainda mais bonita com o teu poema!
As fotos são maravilhosas, e os teus versos acompanham toda essa beleza.
Só lhe falta, de momento, o benfazejo sol que a faz brilhar :(
Mas ele há-de chegar...

Beijinhos
Mariazita

Bandys disse...

Daniel,,

Se pudesse deixar algum presente a você
deixaria aceso o sentimento de amar
a vida dos seres humanos
A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo afora
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem
A capacidade de escolher novos rumos
Deixaria para você se pudesse
o respeito àquilo que é indispensável
Alem do pão o trabalho
Além do trabalho ação
E, quando tudo mais faltasse um segredo
o de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída"

Beijos

Everson Russo disse...

Um forte e fraterno abraço amigo pra desejar uma belissima semana de inspiração e paz.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Bom dia, Anjo! Senti saudade de ti e vim matá-la.

*CIÚME DA SAUDADE

Se não matas a saudade

Quando morres de vontade

De pôr à saudade fim

É talvez porque preferes

Ter da saudade o que queres

E não me pedes a mim

É talvez porque preferes

Ter da saudade o que queres

Mas não me pedes a mim

A saudade em que me deixas

É penhor das tuas queixas

Por não dizeres a verdade

Bastava que me pedisses

De cada vez que me visses

O que pedes à saudade

Bastava que me pedisses

De cada vez que me visses

O que pedes à saudade

O que dás, se me não vês

Não consigo que me dês

Por timidez ou vaidade

E a saudade que vais tendo

Com ela vives, morrendo

Pr'a me matares de saudade

E a saudade que vais tendo

Com ela vives, morrendo

Pr'a me matares de saudade

Talvez seja o que tu queres

E é por isso que preferes

A saudade em vez de mim

Morrendo os dois de saudade

Temos toda a eternidade

Pr'a pôr à saudade fim

Morrendo os dois de saudade

Temos toda a eternidade

Pr'a pôr à saudade fim

Camané*

Muito obrigada por tudo sempre!
Beijos imensos****************
Até já

EDUARDO POISL disse...

Estou feliz por ter completando as MIL postagem no blogger UMA PAGINA PARA DOIS.
Vim agradecer por você fazer parte dele com o seu carinho.

Abraços, te desejo uma linda semana

Pensador disse...

Lindo poema, Daniel!
Aumentou-me a vontade de conhecer Lisboa!
Abraços!

Olhos de mel disse...

Que lindo, querido amigo! O encanto de Lisboa com o encantamento do poeta... Encontro perfeito!
Boa semana! Beijos

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

*Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olhar, que, ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.

Análise
Fernando Pessoa*

Bom dia, querido Daniel!
Beijos*****************

lita duarte disse...

Daniel,

Lindo poema!

Beijos.

Everson Russo disse...

Uma bela terça feira pra ti amigo,,,forte e fraterno abraço e vamos ver se conseguimos fazer a amiga Felina desistir de fechar o blog....